Construir uma casa em dois dias, instalar um banheiro pronto em um quarto de hotel ou criar uma micro fábrica dentro de uma obra. Essas são algumas das possibilidades que a industrialização vem trazendo para o setor da construção. Para debater a operação desses processos e apresentar experiências práticas do mercado, o painel “Industrialização na Prática: Soluções e Experiências na HIS” aconteceu nesta quarta-feira (20), durante o Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC) 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
O evento, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), reuniu fornecedores, construtoras, representantes do governo e especialistas para discutir modelos de industrialização aplicados à habitação de interesse social. Ao longo do encontro, foram apresentados sistemas completos, soluções parciais e modelos inovadores de produção, sempre com exemplos práticos de aplicação nos empreendimentos.
O vice-presidente de Habitação de Interesse Social da CBIC, Clausens Duarte, destacou que a industrialização deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser uma necessidade para o setor. “Precisamos colocar esse assunto para frente porque a industrialização hoje é uma questão de sobrevivência para a construção, especialmente diante da escassez de mão de obra. Com ela, conseguimos um aumento forte de produtividade”, afirmou.
Para Alexandre Takara, da Saint-Gobain, empresa que atua com soluções em drywall para a construção civil, este “é um momento de virada e muito oportuno para o setor”.
O co-fundador da Kata Offsite, Ramon Pollow ressaltou a importância de ampliar o acesso às soluções industrializadas no país. “Existem muitos meios de levar a industrialização para o Brasil inteiro, mas o desafio é democratizar isso. Estamos bem servidos de empresas, mas também precisamos habilitar produtoras locais para fazer casas por meio de tecnologia construtiva industrializada”, disse.
Alfredo Brêda da Telesil Engenharia, cliente da Kata Offsite, comentou que a industrialização tem ajudado a enfrentar a dificuldade de contratação de trabalhadores nos canteiros. Segundo ele, os sistemas industrializados aumentam a produtividade e trazem mais previsibilidade especialmente para empreendimentos de habitação de interesse social.
Edison Tateishi, da CMC Modular, apresentou soluções industrializadas aplicadas à construção modular e destacou os ganhos operacionais do sistema. “Com apenas cinco pessoas conseguimos montar a estrutura de uma casa em dois dias. Trabalhamos com uma linha de produção e também com banheiros prontos, o que reduz muito o tempo de execução da obra”, explicou.
Diretor da Construtora Tecla, de Recife, e cliente da CMC, Rogério de Castro e Silva destacou os principais benefícios da industrialização para o setor. Ele mostrou o projeto de banheiros prontos que foram implementados em dois hotéis. “A escassez de mão de obra tem impulsionado a busca por produção em série, produtividade e rapidez. Também conseguimos redução de desperdício, menos resíduos e maior controle de qualidade”, disse.
O diretor de Planejamento e Política Habitacional da Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Felipe Bragança Itaborahy, afirmou que o governo federal tem trabalhado para incentivar a industrialização no setor habitacional. “Precisamos melhorar o tempo de entrega das obras e buscar métodos mais eficientes e mais baratos. O governo está estruturando um programa voltado para pequenas e médias empresas na industrialização porque entendemos a importância desse movimento para reduzir o déficit habitacional”, afirmou.
A experiência do Rio Grande do Sul com moradias emergenciais também foi apresentada no painel. Marcos Hofmeister, assessor técnico da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária do estado, lembrou que os eventos climáticos extremos registrados em 2023 aceleraram a adoção de soluções industrializadas. “Precisamos agir rapidamente para retirar as pessoas dos abrigos coletivos e garantir dignidade às famílias. Contratamos 500 módulos habitacionais transportáveis, que chegam prontos ao local e atendem famílias de até seis pessoas”, afirmou. O painel também contou com a participação de
O tema tem interface com o projeto “A transição da construção para o modelo industrializado”, da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (COMAT) da CBIC, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), e tem interface com o projeto “Segurança Habitacional como Garantia Básica para a Qualidade de Vida e Integridade Física do Trabalhador”, da Comissão de Habitação de Interesse Social (CHIS) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi).
O ENIC é uma realização da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e Correalização do Sesi e Senai; conta com o Apoio Institucional da EMBRAPII; Patrocínio Oficial da CAIXA e Governo do Brasil, onde tem patrocínio CAIXA, tem Governo do Brasil; Patrocínio Institucional da CNI e IEL e do CAU/BR; Patrocínio Hub de Tecnologia da Schneider Eletric e Steck; Patrocínio Hub de Inovação do Sebrae; Patrocínio Naming room de Tecnologia da ABDI; Patrocínio Ouro da ApexBrasil, Saint-Gobain, Paggo, Brain e Kata; Patrocínio Prata da Agilean, AltoQi, Atlas Schindler, Esaf, Konstroi, Senior, Sienge, Cofer, Confea Crea – SP e da Mútua; Patrocínio Bronze da TOTVS, Zigurat, Exxata, Fastbuilt, Falconi, Sinaenco, Sinicon, além do Patrocínio Visibilidade da Trimble.
Preservar o meio ambiente é investir em um futuro melhor para as próximas gerações.
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