Negócios fechados e encaminhados no ENIC devem atingir US$ 2,3 milhões, calcula ApexBrasil

Seguiu concorrido o terceiro e último dia de rodadas de negócios entre compradores internacionais e vendedores brasileiros promovidas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e integradas ao Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC) 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Nos três dias do evento, ao longo de 160 reuniões, importadores de oito países puderam conhecer produtos de 31 empresas brasileiras. Nos cálculos da ApexBrasil, entre transações realizadas e expectativa de realização para os próximos 12 meses, foram negociados US$ 2,3 milhões.

Além de produtos prontos e, em alguns casos, ter a oportunidade de desenvolver fornecedores. Esse foi um dos motivos que trouxeram ao evento William Keller de Matos, vice-presidente da WKM Solutions, empreiteira e fornecedora de serviços de construção fundada por brasileiros há 15 anos em Washington D.C. (EUA). Especializada em gerenciamento de projetos, a WKM Solutions trabalha com uma rede de subempreiteiros locais, projetistas e consultores, e atende principalmente a demandas de agências governamentais, como reformas de escolas públicas e construção de hospitais.

“Buscamos produtos brasileiros que possam ser incluídos em nossos projetos arquitetônicos e adquiridos pelos subempreiteiros”, explica William. “Estamos abertos a trabalhar com linhas de produtos que se adequem ao mercado norte-americano.” Nessa busca, o empresário conversou com 22 companhias brasileiras de segmentos diversos, como pisos, MDF, ferragens, tintas e circuitos elétricos.

“Os vendedores têm preço competitivo e interesse em negociar, mas muitos ainda precisam de certificação de seus produtos nos EUA, caso das tintas, uma vez que as normas de lá para a construção são bastante exigentes”, afirma o empresário americano.

Para aplainar o caminho em direção a Washington, a subsidiária da WKM Solutions em Campinas, interior de São Paulo, desenvolve o projeto de um prédio de 64 apartamentos em Valinhos (SP) no padrão americano. “Vai ser um teste para qualificar os fornecedores. Assim, as empresas se familiarizam com o padrão e podem investir com tranquilidade no desenvolvimento e adaptação de produtos, como as maçanetas”, afirma William.

Com empresas que já estão presentes no mercado dos EUA, os negócios fluem mais rápido. O vice-presidente da WKM Solutions espera fechar nos próximos dois a três meses um contrato de US$ 1 milhão com a Portobello em pisos cerâmicos e porcelanas destinados à reforma de uma escola pública, um projeto orçado em US$ 100 milhões. “O brasileiro tem produtos bons e trabalha bem. Queremos ver mais disso lá”, completa William.

Roupa no varal

Na outra ponta dos negócios, empresários brasileiros apresentam produtos que vão desde esquadrias de alumínio, ferragens e tintas a até varais para secar roupa. É o caso da Maxeb, fabricante de ferragens e utilidades domésticas sediada em Jandira (SP). Rafael Eberhardt, diretor executivo, veio ao ENIC mostrar suas linhas de varais de teto e chão, ganchos de metal para pendurar de tudo, incluindo bicicletas, móveis, churrasqueiras, floreiras, entre outros itens.

A empresa, fundada em 1961, exporta desde 1964 para países latino-americanos e países lusófonos da África, como Angola e Moçambique. “As exportações já respondem por 25% do nosso faturamento, mas queremos ampliar mais nossa rede de compradores”, diz o diretor da Maxeb.

No evento, Rafael conversou com compradores da Argentina, Armênia e África do Sul. “Com o Pedro, argentino, não deu negócio porque ele procura outros tipos de produto, mas até pediu para a mulher dele fotografar o varal que tem em casa para saber se era da Maxeb. E era”, comemorou. Ele está mais otimista com o representante da África do Sul, que negocia para a subsidiária da Leroy Merlin de seu país. “Somos parceiros da Leroy no Brasil, o que deve facilitar a transação”, aposta Rafael.

Associado do Sindicato da Indústria de Artefatos de Metais Não Ferrosos no Estado de São Paulo (Siamfesp), Rafael Eberhardt é fã de eventos institucionais como o da ApexBrasil e participa de todos os que consegue. “Aqui temos o custo Brasil, um complicador. Além disso, os negócios com o mercado externo são mais difíceis, demandam tempo, adaptação de produtos, instruções em outras línguas. Mas, as feiras e as rodadas de negócios ajudam muito a nos tornamos conhecidos e sermos contatados no futuro”, conclui.

O ENIC é uma realização da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e Correalização do Sesi e Senai; conta com o Apoio Institucional da EMBRAPII; Patrocínio Oficial da CAIXA e Governo do Brasil, onde tem patrocínio CAIXA, tem Governo do Brasil; Patrocínio Institucional da CNI e IEL e do CAU/BR; Patrocínio Hub de Tecnologia da Schneider Eletric e Steck; Patrocínio Hub de Inovação do Sebrae; Patrocínio Naming room de Tecnologia da ABDI; Patrocínio Ouro da ApexBrasil, Saint-Gobain, Paggo, Brain e Kata; Patrocínio Prata da Agilean, AltoQi, Atlas Schindler, Esaf, Konstroi, Senior, Sienge, Cofer, Confea Crea – SP e da Mútua; Patrocínio Bronze da TOTVS, Zigurat, Exxata, Fastbuilt, Falconi, Sinaenco, Sinicon, além do Patrocínio Visibilidade da Trimble.

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