O avanço das concessões rodoviárias e os desafios para garantir investimentos sustentáveis em infraestrutura estiveram no centro do painel “Rodovias do Brasil: concessões, obras públicas e a construção de um ciclo virtuoso de investimentos”, realizado nesta quinta-feira (21), durante o Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC) 2026. Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o debate reuniu representantes do governo e do setor produtivo para discutir caminhos para ampliar a eficiência logística e modernizar a malha rodoviária nacional.
Durante o painel, também foi entregue a segunda edição publicação “Manual de Concessões Rodoviárias para Pequenas e Médias Empresas”, elaborada pela Comissão de Infraestrutura (COINFRA) da CBIC com o objetivo de ampliar o acesso de empresas de menor porte ao mercado de concessões e contribuir para a disseminação de boas práticas no setor.
A abertura do debate foi conduzida pelo vice-presidente de Infraestrutura da CBIC, Carlos Eduardo Lima Jorge, que destacou o amadurecimento do ambiente de concessões rodoviárias no país. Segundo ele, o avanço dos modelos de contratação e da governança dos projetos tem fortalecido a confiança do mercado e ampliado o potencial de investimentos.
“A gente percebe um grau de amadurecimento do processo, isso vai dando um carimbo nos projetos de concessão. Esse amadurecimento e crescimento é animador”, afirmou Carlos Eduardo. O vice-presidente de Infraestrutura da CBIC também chamou atenção para a necessidade de ampliar a produção de dados e melhorar os sistemas de monitoramento para evitar falhas e desastres na infraestrutura rodoviária.
O Diretor do Departamento de Obras Públicas do Ministério dos Transportes, Allan Magalhães Machado afirmou que o país vive um momento de forte expansão no setor rodoviário. “Na área de rodovias estamos experimentando um momento bastante empolgante, estamos fazendo uma revolução”, declarou.
Segundo Magalhães Machado, desde o início da atual gestão foram realizados 23 leilões em três anos, com foco em projetos capazes de garantir segurança jurídica, sustentabilidade e atratividade para os investidores. Dados apresentados pelo Ministério dos Transportes apontam previsão de R$ 218 bilhões em investimentos privados entre 2023 e 2029, além de uma carteira de 67 concessões rodoviárias, sendo 35 leilões e 32 projetos previstos para o período pós-2026.
O diretor-executivo da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Marco Giusti, destacou que o setor atravessa um novo ciclo de expansão e modernização. “Estamos vivendo um momento ímpar de crescimento de investimentos no setor rodoviário”, afirmou. Dados apresentados pela ABCR mostram que a malha concedida cresceu 25 vezes nos últimos 30 anos, alcançando atualmente 34,6 mil quilômetros de rodovias concedidas.
Giusti também ressaltou a importância da transformação tecnológica nas concessões, com destaque para soluções de free flow, uso de dados operacionais, sinalização inteligente e práticas ESG incorporadas aos contratos.
Já o presidente executivo da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (ANEOR), Danniel Zveiter, reforçou que a infraestrutura precisa ser tratada como política de Estado e defendeu a ampliação dos investimentos públicos e privados para reduzir os gargalos logísticos do país.
“A infraestrutura é uma política de Estado. Precisamos sempre buscar a finalidade, que é o bem-estar da população. A gente precisa buscar caminhos para conseguirmos investimentos”, afirmou.
Durante sua apresentação, Zveiter destacou que o crescimento econômico brasileiro exige uma infraestrutura mais eficiente e previsível. Dados apresentados pela ANEOR apontam que 70% do transporte de cargas e 95% do transporte de passageiros no país dependem das rodovias, enquanto cerca de 30% da malha apresenta condições precárias.
O debate também contou com participação do presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), Russell Rudolf Ludwig, que destacou a importância de bons projetos para garantir qualidade e eficiência nas concessões e obras públicas. “O preço é sempre um desafio. Para um bom desempenho é preciso um bom projeto”, afirmou.
O tema tem interface com o projeto “Se Essa Rua Fosse Minha”, da Comissão de Infraestrutura (COINFRA) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), e tem interface com o projeto “Caminhos da Infraestrutura Sustentável”, da Comissão de Infraestrutura (COINFRA) da CBIC, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
O ENIC é uma realização da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e Correalização do Sesi e Senai; conta com o Apoio Institucional da EMBRAPII; Patrocínio Oficial da CAIXA e Governo do Brasil, onde tem patrocínio CAIXA, tem Governo do Brasil; Patrocínio Institucional da CNI e IEL e do CAU/BR; Patrocínio Hub de Tecnologia da Schneider Eletric e Steck; Patrocínio Hub de Inovação do Sebrae; Patrocínio Naming room de Tecnologia da ABDI; Patrocínio Ouro da ApexBrasil, Saint-Gobain, Paggo, Brain e Kata; Patrocínio Prata da Agilean, AltoQi, Atlas Schindler, Esaf, Konstroi, Senior, Sienge, Cofer, Confea Crea – SP e da Mútua; Patrocínio Bronze da TOTVS, Zigurat, Exxata, Fastbuilt, Falconi, Sinaenco, Sinicon, além do Patrocínio Visibilidade da Trimble.
Construir com respeito é construir para todos. Racismo não tem vez!
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