ENIC 2026 debate liderança, inovação e gestão de pessoas  

A formação de novas lideranças e o papel estratégico da gestão de pessoas na construção estiveram em debate no Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC) 2026, nesta terça-feira (19), durante o painel “Novas Lideranças no Setor da Construção: o Papel Estratégico da Gestão de Pessoas”. O encontro reuniu representantes de grandes empresas do setor para discutir os desafios impostos pela transformação digital, pela escassez de mão de obra qualificada e pela necessidade de ambientes de trabalho mais seguros, produtivos e sustentáveis. 

Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o ENIC destacou como a gestão de pessoas vem assumindo um papel central na preparação das lideranças para lidar com canteiros cada vez mais complexos, tecnológicos e multifuncionais. Participaram do painel o vice-presidente de Relações Trabalhistas e presidente da Comissão de Política de Relações Trabalhistas da CBIC, Ricardo Dias Michelon, o gestor de Pessoal e Administrativo da MRV, Adriano Ferreira de Souza, o diretor adjunto de Gente do SindusCon-SP, David de Oliveira Fratel, e a gerente de Pessoas e Performance do Grupo Cyrela, Caroline Souza. 

Na abertura do debate, Michelon ressaltou a necessidade de preparar lideranças capazes de atuar diante das mudanças tecnológicas e organizacionais do setor. “A construção civil vive uma nova realidade tecnológica, e precisamos preparar lideranças capazes de conduzir essa transformação. Temos a convicção de que essa preparação será fundamental para o futuro do setor”, afirmou 

Durante sua participação, Fratel abordou a mudança de paradigma vivida pelo setor e o novo perfil exigido das lideranças. Segundo ele, o líder atual precisa atuar como um integrador de diferentes gerações e como incentivador da inovação nos canteiros de obras. 

“O líder precisa ser arquiteto de funções, integrador geracional. Hoje temos quatro ou cinco gerações trabalhando juntas no canteiro de obras, e o líder precisa integrar essas gerações. O RH precisa formar multiplicadores. As pessoas que operam os instrumentos e as tecnologias precisam estar preparadas para lidar com as novas realidades. Não tem como colocar robô se não há qualificação”, afirmou. 

Representando a MRV, Adriano Ferreira de Souza trouxe experiências práticas relacionadas à formação de lideranças operacionais e à gestão de equipes nos canteiros de obras. Para ele, o principal desafio não é apenas treinar profissionais, mas transformar capacitação em resultados concretos. 

“O desafio está em reter a nova mão de obra e fortalecer a liderança no canteiro. Treinar não é o problema. Gerar resultado é. O importante é ter escuta ativa no canteiro e trazer soluções práticas. O treinamento precisa partir do campo. Não adianta ter teoria se não é possível colocar em prática”, afirmou. 

Ferreira de Souza também destacou que investir em lideranças operacionais impacta diretamente a produtividade das empresas. “Capacitar líderes no campo não é custo, é estratégia para produtividade e resultado”, completou. 

Segundo a gerente de Pessoas e Performance do Grupo Cyrela, o cenário exige novas estratégias de atração e retenção de talentos. “A gente tem uma diminuição na entrada de alunos no curso de engenharia civil e uma mudança na formação desse profissional. Há ainda o envelhecimento da mão de obra operacional, além da migração de profissionais para outros mercados e das novas tecnologias e seus impactos”, observou. 

Como uma boa alternativa, Caroline defendeu o uso da diversidade como estratégia de fortalecimento do setor. “Um ponto de destaque é usar a diversidade como estratégia. Isso é possível quando deixamos de focar apenas em atrair o mesmo perfil e passamos a buscar outros perfis que possam se interessar pelo setor. Essa é uma grande aposta”, afirmou. 

O ENIC é uma realização da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e Correalização do Sesi e Senai; conta com o Apoio Institucional da EMBRAPII; Patrocínio Oficial da CAIXA e Governo do Brasil, onde tem patrocínio CAIXA, tem Governo do Brasil; Patrocínio Institucional da CNI e IEL e do CAU/BR; Patrocínio Hub de Tecnologia da Schneider Eletric e Steck; Patrocínio Hub de Inovação do Sebrae; Patrocínio Naming room de Tecnologia da ABDI; Patrocínio Ouro da ApexBrasil, Saint-Gobain, Paggo, Brain e Kata; Patrocínio Prata da Agilean, AltoQi, Atlas Schindler, Esaf, Konstroi, Senior, Sienge, Cofer, Confea Crea – SP e da Mútua; Patrocínio Bronze da TOTVS, Zigurat, Exxata, Fastbuilt, Falconi, Sinaenco, Sinicon, além do Patrocínio Visibilidade da Trimble.   

O tema tem interface com o projeto “Monitoramento de dados de Saúde e Segurança no Trabalho e Relações Trabalhistas e iniciativas de prevenção de acidentes e valorização do trabalhador”, da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi). 

 

 

 

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