O debate sobre infraestrutura e competitividade marcou a programação do Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC) 2026 nesta terça-feira (19), durante o painel “Pacto Brasil pela Infraestrutura – desenvolvimento e competitividade da economia”. Apresentado como uma proposta de política de Estado, o Pacto Brasil pela Infraestrutura, lançado no ano passado, defende previsibilidade regulatória, fortalecimento das concessões e parcerias público-privadas, ampliação do financiamento e retomada da capacidade de planejamento do Estado brasileiro.
Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o encontro reuniu representantes do setor produtivo e do governo federal para discutir investimentos, modernização regulatória e planejamento de longo prazo para o setor. Participaram do painel a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, o presidente da CBIC, Renato Correia, o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada-Infraestrutura (SINICON), Cláudio Medeiros, e o vice-presidente de Infraestrutura da CBIC, Carlos Eduardo Lima Jorge.
Ao abrir o debate, Lima Jorge afirmou que o pacto representa uma convergência entre agentes públicos e privados em torno de uma agenda comum para o desenvolvimento nacional. “Mais do que um documento técnico, ele representa uma convergência entre diferentes agentes públicos e privados em torno de uma visão comum para o país. Trata-se de um chamado à cooperação institucional, à previsibilidade regulatória, à eficiência do gasto público e à atração sustentável de investimentos”, afirmou.
O ENIC é uma realização da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e Correalização do Sesi e Senai; conta com o Apoio Institucional da EMBRAPII; Patrocínio Oficial da CAIXA e Governo do Brasil, onde tem patrocínio CAIXA, tem Governo do Brasil; Patrocínio Institucional da CNI e IEL e do CAU/BR; Patrocínio Hub de Tecnologia da Schneider Eletric e Steck; Patrocínio Hub de Inovação do Sebrae; Patrocínio Naming room de Tecnologia da ABDI; Patrocínio Ouro da ApexBrasil, Saint-Gobain, Paggo, Brain e Kata; Patrocínio Prata da Agilean, AltoQi, Atlas Schindler, Esaf, Konstroi, Senior, Sienge, Cofer, Confea Crea – SP e da Mútua; Patrocínio Bronze da TOTVS, Zigurat, Exxata, Fastbuilt, Falconi, Sinaenco, Sinicon, além do Patrocínio Visibilidade da Trimble.
Obras paralisadas – Lima Jorge também defendeu maior participação de pequenas e médias empresas nos projetos de concessão e criticou o modelo de contratação baseado exclusivamente no menor preço em obras públicas.
“Obra pública não pode mais conviver com leilão de preço. Isso acaba afastando boas empresas, que passam a competir com empresas que oferecem executar projetos pela metade do valor. Um dos fatores que explicam as obras paralisadas no país está justamente na atuação de empresas aventureiras, que depois não conseguem concluir os empreendimentos”, disse.
Na avaliação de Medeiros, o pacto está estruturado em pilares essenciais para o avanço do setor, como estabilidade regulatória, fortalecimento das concessões e melhoria dos mecanismos de financiamento. “O documento também enfatiza a importância da coordenação federativa, reconhecendo que a infraestrutura brasileira depende de maior integração entre União, estados e municípios”, destacou.
Já o presidente da CBIC, Renato Correia, afirmou que a infraestrutura precisa ser tratada como prioridade estratégica para garantir desenvolvimento e qualidade de vida. “Infraestrutura fala de tecnologia, dados, saneamento, fala de tanta coisa e mexe diretamente na vida das pessoas. E tudo isso exige muito recurso”, afirmou.
Crescimento – Correia também destacou o aumento dos investimentos no setor. “Nunca se investiu tanto em infraestrutura. A proposta é concreta e vamos trabalhar em cima disso. A gente tem uma oportunidade muito grande de resolver essas questões”, disse.
Ao responder sobre as prioridades estratégicas do governo para destravar investimentos, a chefe da Casa Civil afirmou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem papel central na coordenação das prioridades de infraestrutura do governo federal. “Com o PAC, a gente consegue priorizar o que fazer com a infraestrutura no nosso país. Ele é um instrumento muito importante de coordenação das prioridades de investimento”, afirmou.
“O PAC tem essa capacidade de apontar rumos e articular ações. A gente volta a planejar o investimento no país”, declarou. A ministra também ressaltou o crescimento do crédito imobiliário no país. “É importante destacar o crescimento do crédito imobiliário. O país está crescendo, mas o crédito imobiliário cresce ainda mais”, disse.
O tema tem interface com o projeto “Se Essa Rua Fosse Minha”, da Comissão de Infraestrutura (COINFRA) da CBIC, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), e tem interface com o projeto “Caminhos da Infraestrutura Sustentável”, da Comissão de Infraestrutura (COINFRA) da CBIC, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
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