O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Carlos Vieira, e a vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Inês Magalhães, participaram do Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores | Região Nordeste, nesta sexta-feira (6), em Salvador, no Senai Cimatec. Os dois falaram sobre o cenário de crédito para o setor nos próximos anos e sobre a possibilidade de criação de fundos de investimento voltados à inovação na construção.
Durante o evento, que trouxe o painel “Desafios da construção industrializada” e aconteceu ao lado dos laboratórios do Senai Cimatec, reconhecido pelo desenvolvimento de projetos inovadores e tecnológicos, o presidente da Caixa destacou o potencial de crescimento do setor. “Discutir industrialização é oportuno porque o setor da construção é um dos que mais crescem. A Caixa está pronta para apoiar esse processo. É um segmento consolidado, com nível de gestão extremamente profissional, e queremos contribuir para ampliar esse movimento de industrialização”, afirmou Vieira.
No encontro também foi discutida a criação de um fundo especial para inovação na construção. “Esse é um evento oportuno para pensarmos nessa solução. O mercado está amadurecendo e temos metas ambiciosas. A expectativa é chegar à produção de um milhão de moradias por ano, atendendo um milhão de famílias”, disse o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia.
Para o vice-presidente da CBIC, Alexandre Landim, o setor precisa de instrumentos que garantam maior previsibilidade para investir em inovação. “Como representantes dessas empresas, precisamos de apoio. Nosso setor já possui uma política estruturada de inovação e precisamos avançar na criação de um fundo que dê mais segurança e previsibilidade para produzir mais e com maior eficiência”, afirmou.
Investimentos na habitação
Outro ponto discutido foi a sustentabilidade do funding habitacional e o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no programa Minha Casa, Minha Vida nos próximos anos. Segundo Inês Magalhães, o fundo continua saudável e com capacidade de manter investimentos no setor.
“Temos preocupação com a perenidade do FGTS. Houve um crescimento expressivo nos últimos anos, só no Nordeste os investimentos aumentaram 43% e cerca de 65% das operações utilizam recursos do fundo. A tendência agora é de crescimento mais moderado, mas com estabilidade e boa previsibilidade para os próximos anos”, explicou.
A vice-presidente também destacou que os recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), provenientes da poupança, devem continuar garantindo estabilidade para o crédito imobiliário, embora ainda existam desafios para ampliar alternativas de financiamento. “Isso não elimina o desafio da Caixa de desenvolver o mercado secundário e estimular novas fontes de investimento para o setor”, afirmou.
Dionysio Klavdianos, vice-presidente de Inovação da CBIC, apresentou a trajetória do projeto Construção 2030, iniciativa que busca organizar a agenda de industrialização do setor e estruturar as bases para sua aplicação em escala. “A CBIC tem o papel de criar possibilidades para que o setor possa abraçar a industrialização. Um dos objetivos é colocar em prática uma plataforma de referência para habitação de interesse social”, afirmou.
Carlos Bonfim, gerente do Senai Cimatec, destacou que o avanço dessa agenda também passa por projetos de inovação desenvolvidos em parceria com o setor. “Temos uma série de iniciativas que ajudam a impulsionar a industrialização na construção. Fazemos isso em conjunto com a CBIC e outras entidades, além de apresentar métodos modernos de construção estruturados a partir de modelos de negócio”, explicou.
Crédito das fotos: Rafael Caribé
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