A alta demanda por habitações de interesse social e programas de financiamento de casas populares criaram um ambiente de grande otimismo entre os investidores do modelo offsite na primeira metade da década de 2010. O tema foi debatido durante o painel “Evolução da construção offsite para HIS no Brasil” que fez parte da programação do Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC 2026), organizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
A construção offsite apresenta a vantagem de entrega rápida a menor custo, mas esbarra em questões técnicas, afirmou José Márcio Fernandes, CEO da Kata Machines & Systems O trabalho on site exigido no acabamento atrasa e encarece as obras. “A alta demanda por habitações de interesse social e programas de financiamento de casas populares criaram um ambiente de grande otimismo entre os investidore do modelo offsite”, apontou.
O modelo, revisto, resultou no aprimoramento técnico, e na verticalização das construções offsite. Segundo Daniela Ferrari, diretora de relações institucionais da ALEA, uma das líderes do setor no país, as casas fabricadas reencontraram o caminho da sustentabilidade. Com capacidade de produzir até 4 casas por dia, hoje ela atende ao programa Minha Casa Minha Vida em 62 municípios do estado de São Paulo.
Ela lista três fatores responsáveis pelo que considera grande espaço a ser ocupado. “O primeiro é o consumidor: casa é o produto mais desejado. O segundo, a menor concorrência, se comparado a apartamentos convencionais e loteamentos.” De acordo com Ferrari, a reforma tributária e a carência de mão de obra impulsionam o offsite.
Neste período, Edson Tateishi, diretor de operações da CMC Módulos, deixou de produzir apenas banheiros e, aos poucos, chegou à produção de até duas casas inteiras por dia. “Entregamos uma casa em 15 dias. Em dois, construímos. O restante foi para o piso e a pintura”.
Os fabricantes afirmaram que foram a campo atestar a aprovação dos projetos por clientes. A construção de moradias em áreas afetadas por catástrofes naturais, como as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2023, foi uma das experiências mais importantes, na avaliação de Márcio Fernandes.
Os três fabricantes offsite estão convictos de que a resistência a este modelo de produção, hoje, no país, são os realizadores de projetos de habitação de interesse social, que ainda preferem o modelo convencional, em média, 15% mais caro por metro quadrado.
O ENIC é uma realização da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e Correalização do Sesi e Senai; conta com o Apoio Institucional da EMBRAPII; Patrocínio Oficial da CAIXA e Governo do Brasil, onde tem patrocínio CAIXA, tem Governo do Brasil; Patrocínio Institucional da CNI e IEL e do CAU/BR; Patrocínio Hub de Tecnologia da Schneider Eletric e Steck; Patrocínio Hub de Inovação do Sebrae; Patrocínio Naming room de Tecnologia da ABDI; Patrocínio Ouro da ApexBrasil, Saint-Gobain, Paggo, Brain e Kata; Patrocínio Prata da Agilean, AltoQi, Atlas Schindler, Esaf, Konstroi, Senior, Sienge, Cofer, Confea Crea – SP e da Mútua; Patrocínio Bronze da TOTVS, Zigurat, Exxata, Fastbuilt, Falconi, Sinaenco, Sinicon, além do Patrocínio Visibilidade da Trimble.
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