Taxonomia Sustentável Brasileira amplia acesso a crédito verde e reforça competitividade da construção

A sustentabilidade entra de vez na agenda da construção com a Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB). O sistema, que classifica atividades e investimentos com base em critérios ambientais, climáticos e sociais, deve orientar o fluxo de recursos públicos e privados para projetos com impacto positivo e cria um novo padrão de financiamento para o setor.

Instituída por decreto em novembro de 2025 como parte do Plano de Transformação Ecológica, a TSB estabelece parâmetros claros sobre o que é considerado sustentável. A medida reduz incertezas para investidores e aumenta a previsibilidade para empresas, especialmente em projetos habitacionais, obras de infraestrutura e iniciativas de modernização urbana.

A CBIC participou ativamente da elaboração da taxonomia, com contribuições técnicas no Caderno da Construção, por meio da Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CMA). Para a entidade, o instrumento fortalece a competitividade do setor ao conectar boas práticas ambientais a oportunidades concretas de financiamento.

Segundo Lílian Sarrouf, Titular da CBIC do Comitê Consultivo da TSB, o principal ganho está no acesso a capital. “A TSB abre acesso a financiamento verde, estimula a construção sustentável, melhora as condições de crédito e atrai novos investidores. Ao mesmo tempo, incentiva inovação, eficiência operacional e a valorização dos ativos.”

Os critérios de alinhamento incluem eficiência energética, redução de emissões, gestão de resíduos, uso racional da água, resiliência climática e transparência de dados. Edifícios novos contam com maior controle de desempenho desde o projeto, enquanto o retrofit ganha espaço como estratégia para gerar melhorias graduais em áreas já consolidadas. A CBIC avalia que a requalificação do estoque existente representa uma das maiores oportunidades de escala para o setor.

Embora existam custos iniciais de adaptação, a expectativa é de ganhos no médio e longo prazo, com redução de riscos, menor custo de financiamento e maior aceitação de mercado. “A taxonomia é, sobretudo, uma agenda de competitividade, produtividade e inovação. Os projetos alinhados tendem a se valorizar e a conquistar melhores condições de crédito”, afirma Mariana.

Com adoção gradual e participação crescente de bancos públicos, privados e organismos multilaterais, a TSB consolida a sustentabilidade como critério econômico, e não apenas ambiental. Para a CBIC, o próximo passo é apoiar as empresas na adequação às exigências e ampliar o acesso aos instrumentos financeiros, posicionando a construção como protagonista da transição para uma economia de baixo carbono.

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