O cenário do crédito imobiliário e a situação do mercado do setor fizeram parte das discussões na Rodada de Negócios de Mercado Imobiliário da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O evento organizado pela Comissão da Indústria Imobiliária (CII) aconteceu em São Paulo nesta sexta-feira (10) com a participação de associados e membros de entidades.
“Esse encontro é muito importante, pois estamos em um ano cheio de imprevisibilidades. Não bastasse o cenário no Brasil, também enfrentamos incertezas no exterior, mas tenho certeza de que, com a CBIC auxiliando, vamos sair mais fortalecidos dessas dificuldades”, afirmou o vice-presidente financeiro da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida, na abertura.
O debate sobre crédito imobiliário abriu a programação, com foco nas fontes de financiamento e no comportamento da poupança. O presidente da ABECIP, Michel Cury Chain, destacou a mudança na composição do funding do setor. “Quando olhamos os dados, vemos que todas as fontes estão contribuindo para o financiamento, mas há um efeito importante de esvaziamento da poupança. A curva do crédito imobiliário cresce mais do que a da poupança. Com isso, precisamos recorrer a instrumentos como a LCI, o que mostra uma nova composição do funding”, explicou.
Na mesma linha, o vice-presidente da Indústria Imobiliária da CBIC e presidente-executivo do Secovi-SP, Ely Wertheim, reforçou a necessidade de acompanhar esse movimento. “O setor ainda tem dependência da caderneta de poupança, mas temos um longo caminho até mudar esse cenário. Um dos pontos importantes é o acompanhamento do novo SBPE”, afirmou.
A programação também abordou o mercado de capitais, com exposição de Fernando Crestana, vice-presidente de Fundos Imobiliários do Secovi-SP, que destacou a articulação do setor para fortalecer o uso desses instrumentos. “É preciso fazer uma articulação para fomentar a eficiência e fortalecer os fundos imobiliários”, disse.
No campo jurídico, o advogado Marcelo Terra, coordenador do Conselho Jurídico do Secovi-SP, tratou da correção de contratos e da insegurança jurídica, temas considerados sensíveis para o ambiente de negócios. Já a rodada de dados e inteligência imobiliária reuniu análises nacionais e regionais com Ely Wertheim e Celso Petrucci, diretor de Economia do Secovi-SP.
O financiamento habitacional também esteve no centro dos debates, com destaque para o papel do SBPE e do FGTS. A vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, Daniela Ferrari, apresentou dados sobre o desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida em São Paulo. “A cidade tem se destacado como a maior produtora de lançamentos na última década, com fatores como incentivos urbanísticos, redução de custos e avanços na industrialização”, explicou.
No encontro também foi tratada a questão da reforma tributária Luis Henrique Cidade, relações institucionais e governamentais da CBIC, trouxe as negociações com a receita. “Trouxemos a ausência de participação do setor e a insuficiência de tempo para implementação, que as grandes empresas têm trazido essa dificuldade para ter os softwares e a necessidade de simplificação”, apontou.
Outro destaque foi a apresentação de iniciativas voltadas à participação feminina no setor imobiliário, com representantes do Secovi-SP, que compartilharam experiências de programas de desenvolvimento e fortalecimento de lideranças.
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