Quintas da CBIC debate o impacto da Inteligência Artificial no dia a dia da construção civil 

A  Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um conceito distante para se tornar parte da rotina da construção civil. Essa foi a principal mensagem da nova edição do Quintas da CBIC, realizada nesta quinta-feira (6), com o tema “Aplicação de IA no dia a dia da Construção”.

Promovida pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a conversa reuniu Eduardo Aroeira, vice-presidente financeiro da CBIC, Giovani Amaral, diretor de Operações do Ecossistema Sienge, e Gustavo Martins, diretor de Negócios do eCustos e de Operações do Gestor Obras.

Logo na abertura, Aroeira destacou que o uso da IA já é uma realidade que atravessa todos os setores.

 “É o futuro de tudo, não só da construção. Todos nós já temos um pouco de conhecimento do potencial da inteligência artificial, mas hoje a gente precisa saber em que estágio está e até onde podemos chegar”, afirmou.

Primeiros passos e desafios 

Durante a conversa, os convidados ressaltaram que o primeiro passo para aplicar a Inteligência Artificial nas empresas é organizar os dados.

“As informações ainda estão muito espalhadas em planilhas, e-mails, sistemas isolados. A centralização é o primeiro passo pra gente começar a evoluir nesse mundo da IA”, explicou Amaral.

Ele destacou que, com dados bem estruturados, é possível aumentar a produtividade em até 14% e reduzir em até 40% o tempo gasto em tarefas repetitivas.

Na mesma linha, Martins afirmou que a adoção da tecnologia pode começar de forma simples. “Acho que o principal desafio é entender o contexto. Hoje temos muitos dados, mas utilizamos pouco. O ideal é identificar as rotinas e começar com pequenos passos, aplicando a IA onde ela pode gerar ganho real”, disse.

Casos reais e transformações 

Ao longo da live, os participantes compartilharam exemplos práticos de como a IA já está melhorando processos e otimizando tarefas nas construtoras.

Amaral contou que o Sienge já possui diversas funcionalidades de IA em operação, que ajudam na leitura de documentos, criação de lançamentos automáticos e comparação de versões de orçamentos.

“Tem muita coisa, desde a leitura de um PDF para gerar um resumo até sugestões de contas contábeis. Semana passada lançamos uma funcionalidade que cria títulos no Contas a Pagar, e uma usuária comentou: ‘vocês salvaram a minha vida’”, relatou.

Martins destacou que a tecnologia também está acelerando o planejamento e a orçamentação de obras.

“O grande projeto que estamos desenvolvendo é um sistema de IA que vai do orçamento até o cronograma em minutos. A ideia é dar mais velocidade e eficiência para empresas de todos os portes”, afirmou.

Além disso, ele reforçou que a Inteligência Artificial não substitui pessoas, mas amplia o potencial humano.

“A IA não vai substituir o pensamento nem a criatividade; na verdade, será uma ferramenta para potencializar nossas capacidades e talentos, agregando outros que não conseguiríamos desenvolver sozinhos”, concluiu.

 

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