Projeto que promove diversidade na engenharia vence a primeira Maratona da Inovação

Iniciativa da CBIC e do Sesi mobilizou jovens para criar soluções de inovação, inclusão e atualização profissional

A combinação entre a necessidade de renovar a mão de obra da construção e a urgência em ampliar a presença de grupos minoritários nas engenharias guiou o projeto vencedor da primeira Maratona da Inovação – Engenharia e Negócios, realizada na última semana em Goiânia (GO). Voltado para estudantes do ensino médio do Sesi, o evento reuniu 12 equipes que durante dois dias desenvolveram soluções para aproximar jovens do universo da engenharia.

A proposta campeã foi a da Pentavision, formada por alunos do Sesi Campinas. O grupo criou um site gratuito dedicado à divulgação de oportunidades em áreas de STEM, com foco em diversidade e inclusão. A ferramenta busca tornar o ambiente profissional da construção mais acessível para jovens de diferentes perfis e, simultaneamente, contribuir para suprir a falta de mão de obra qualificada no setor.

“Foi uma chance de mostrar o nosso talento. Agradecemos aos mentores, aos professores e ao júri por validarem a nossa proposta”, afirmou o estudante Phellipe Ryan, um dos integrantes da equipe campeã.

A comissão julgadora foi formada por representantes da CBIC, Confea, Crea-GO e Sinduscon-GO. Para Ilso Oliveira, vice-presidente de Obras Industriais da CBIC, o futuro da engenharia depende da entrada de novas gerações na área. “Temos um país inteiro para desenvolver. A engenharia só evolui quando os jovens se veem como parte dela. Incentivar esse interesse é garantir um futuro mais inovador”, disse.

Além da Pentavision, outras quatro equipes foram premiadas. Em segundo lugar, a Iter Ingenium, do Sesi Planalto, apresentou um programa de capacitação prática para estudantes de engenharia, conectando teoria e vivências reais de mercado. A terceira colocação ficou com a Buildtech, do Sesi Jardim Colorado, que criou o aplicativo Ensino do Futuro e Engenharia (EFE), focado em gamificar a aproximação entre estudantes e empresas do setor.

A Tech Campestre, também do Sesi Planalto, ficou em quarto lugar com uma plataforma digital que aproxima jovens do mercado de trabalho, enquanto a Core Vision, do Sesi Charuri, terminou em quinto com kits de capacitação profissional voltados ao estímulo da participação feminina e de outros grupos minoritários na engenharia.

“Todos os participantes já são vencedores por aceitarem o convite de participar de algo novo, uma atividade diferente. O que aconteceu nesses dois dias foi uma grande oportunidade de vivenciar na prática habilidades de soft skills. A engenharia é um mundo de possibilidades e acredito que os estudantes vão levar para a vida o aprendizado dessa maratona”, disse Ana Cláudia Gomes, vice-presidente de Responsabilidade Social da CBIC.

Mão na massa

O segundo dia da maratona foi dedicado à etapa técnica: workshops de prototipagem, mentorias de negócios e sessões de pitch. As equipes trabalharam temas como formação do engenheiro do futuro, integração entre escolas e entidades profissionais e criação de ambientes mais atrativos para quem planeja seguir carreira na construção civil. Cada grupo teve três minutos para apresentar sua solução final à banca e outros três para responder a questionamentos.

“O que mais chamou atenção foi a entrega dos estudantes. Eles colocaram sentimento em cada etapa, vontade de resolver problemas reais e coragem para sair da zona de conforto”, afirmou Cezar Mortari, vice-presidente do Sinduscon-GO.

A iniciativa integra o projeto “Engenharia e Educação como Vetores da Sustentabilidade”, da Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC) da CBIC, em parceria com o Sesi Nacional, e contou também com o apoio da Fieg, Grupo Rede+, Mútua, Confea, Crea-GO, Sebrae-GO e outras entidades do setor.

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