O setor da construção brasileiro é conhecido por ainda ser conduzido por uma maioria masculina, com maior predominância de homens em todas os elos de sua cadeia produtiva. Esse cenário está mudando aos poucos, pelo aumento da presença de mulheres no setor, movimento estimulado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) através de seus projetos técnicos e traduzido na sua estrutura organizacional. Na entidade nacional do setor, mais da metade dos colaboradores são do sexo feminino.
São mulheres que trabalham para o fortalecimento da indústria, seja na formulação e execução de projetos e defesa de pautas estratégicas, seja na labuta do dia a dia para garantir que tudo funcione com excelência. Depois do almoço, todo mundo procura a Márcia Ferreira da Silva, pois sabe que ela vai garantir um café coado na hora.
Há três anos, a funcionária de serviços gerais, conhecida por todos pelo zelo com as pessoas e o ambiente da instituição, trabalha na sede da CBIC em Brasília. Ela conta que demorou um pouco para se adaptar, mas depois se soltou. “Eu gosto muito daqui, as pessoas são agradáveis e me sinto muito bem”.
A entidade tem atualmente 42 funcionários, dos quais 24 são mulheres. Há sete anos na CBIC, Mayara Maciel Silva começou como recepcionista e chegou ao cargo de secretária-executiva da presidência. “O que eu mais gosto sobre o meu trabalho é não ter rotina, tem sempre algo novo pra fazer. A gente aprende no dia a dia e não esquece”, conta. No quarto andar, também trabalham as recepcionistas
“Aqui a gente percebe a importância e a relevância da CBIC para a tomada de decisão sobre o setor da construção no Brasil”, aponta Samara Rubia Nogueira Costa de Castro, analista de parcerias e eventos, que trocou o serviço social pela área de marketing e está na entidade há um ano e três meses. Ela trabalha com Lídia Sampaio, gerente de parcerias e eventos da CBIC, na realização de eventos importantes como o Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC).
Lídia também chegou à entidade pelo caminho dos eventos e reorientou sua trajetória profissional. Para a gerente, a entidade representa de forma abrangente toda a cadeia da construção, e isso proporciona uma visão sistêmica e integrada, fundamental para um trabalho que tenha um impacto efetivo.
“A construção civil tem um papel fundamental na economia brasileira, tanto pela sua capacidade de geração de empregos quanto pelo seu impacto direto no desenvolvimento do país. Trabalhar nesse setor traz um senso muito claro de propósito, ao perceber que, de alguma forma, contribuímos para viabilizar projetos que transformam a vida das pessoas, desde o acesso à moradia até a construção de hospitais, obras de infraestrutura e empreendimentos corporativos”. comenta Lídia.
Com três anos de atuação na CBIC, que completa em maio, Danielle Simões Guimarães, gerente de projetos da CBIC, ressalta a integração entre as equipes como um dos aspectos mais marcantes do trabalho. Com experiência anterior na indústria, ela encontrou no setor da construção novos desafios e hoje atua na articulação e no apoio às comissões, buscando fortalecer a sinergia entre as áreas. “Sempre que posso tento ajudar nessa conexão entre as comissões. A união é o que mais me agrada na CBIC”, destaca.
A gerência de projetos que Danielle conduz é formada majoritariamente por mulheres. Integram sua equipe profissionais com formação multidisciplinar – engenheiras, arquitetas,: Leila Sobral, gestora da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (COMAT), e Patrícia Gonçalves, no apoio; Gilmara Dezan, gestora do Conselho Jurídico (CONJUR), e Bianca de Moura Pupo, no apoio; Gabriela Serafim, gestora da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT), e Lorrane Naziozeno Ferreira, no apoio; Daniella Maranhão, gestora da Comissão de Responsabilidade Social (CRS); e Mariana Silveira Nascimento, gestora da Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CMA).
Há um ano e três meses na CBIC, Bruna Vieira Alves Mateus, é a primeira mulher a atuar na área de TI, como assistente. Ela destaca o ambiente acolhedor como um dos pontos mais positivos da experiência. Com vivência anterior em reparos de eletrônicos, ela encontrou na entidade a oportunidade de ampliar conhecimentos e acompanhar, mesmo na área técnica, a relevância das pautas institucionais. “Gosto demais do ambiente, aprendo muito e, mesmo sendo da parte técnica, acompanho um pouco das pautas e sei da importância da CBIC”, afirma.
Na CBIC, também a área de Comunicação é conduzida com maioria feminina. A gerente Doca Oliveira conta com as jornalistas Tatiana Sabadini e Isabela Ávila, a atendimento Giovanna Leite, as designers Fernanda Medeiros e Karine Satie. E está cercada por mais mulheres que trabalham em parceria com a entidade, na gestão da comunicação digital com o time da Lavanda: Ana Rita de Holanda, Tamara Mendonça, Sabrina Fernandes, Nahira Salgado. Pollyanna Carvalho e Lua Rocha. E a assessoria de imprensa, com a GBR Comunicação, que fazem parte: Renata Verissimo e Gabriela Vale.
“A predominância de mulheres é uma marca da organização da CBIC. Mais que dar exemplo para suas associadas e o setor como um todo, a entidade valoriza o público feminino e seus executivos enxergam o diferencial que a mulher carrega”, afirma Doca de Oliveira.
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