Mercado imobiliário fechou quarto trimestre de 2025 com recordes em lançamentos e vendas  

Pesquisa inédita mostra crescimento do mercado em ambiente de juros altos, com grande participação do programa Minha Casa, Minha Vida 

O quarto trimestre de 2025 registrou recordes no mercado imobiliário brasileiro em diversos indicadores, dentre os quais o número de unidades lançadas e vendidas, o valor geral de lançamentos (VGL) e a quantidade de novas unidades do programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV). Os dados compõem a pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais, iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), elaborados pela Comissão da Indústria Imobiliária (CII/CBIC) em correalização com o SESI Nacional e parceria com a Brain Inteligência Estratégica. O levantamento acompanha o desempenho do mercado em 221 municípios, em todos os estados brasileiros, incluindo as capitais e 21 regiões metropolitanas. 

A pesquisa mostra crescimento de 18,6% do mercado no quarto trimestre em comparação ao trimestre anterior, com o lançamento de 133.811 unidades. No acumulado de 12 meses, o aumento foi de 10,6%, registrando 453.005 unidades lançadas. Em 2025, o mercado imobiliário brasileiro registrou um valor geral de lançamento (VGL) de R$ 292,3 bilhões, montante 10,6% superior ao registrado em 2024. Tanto o dado trimestral quanto o anual de lançamentos representam recordes, assim como o VGL registrou o maior valor histórico. 

“O mercado imobiliário brasileiro mostrou toda a sua robustez em 2025. A demanda se sustentou no ano mesmo diante de um cenário de juros elevados, mostrando que o déficit habitacional ainda persiste, que o brasileiro está em busca constante pela realização do sonho de ter sua casa própria”, analisa o presidente-executivo da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho. 

Além do crescimento do número de lançamentos, houve aumento de 5,4% no volume de vendas e de 6,2% na oferta final de unidades, considerando os dados fechados de 2024 e 2025. Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, houve um aumento de 8% da oferta, fechando o ano passado com 347.013 unidades. 

Dentre as cinco regiões do país, o Sudeste respondeu por grande parte da alta anual das unidades residenciais lançadas, com um crescimento de 15,1% quando comparados os períodos. Indicadores do último trimestre do ano passado mostram um total de 109.439 unidades vendidas e um valor geral de vendas (VGV) de R$ 67,2 bilhões. Em 12 meses, no país, aumentou em 5,4% o número de unidades vendidas (de 404,2 mil para 426,2 mil) e em 3,5% o VGV, totalizando R$ 264,2 bilhões em 2025. 

Minha Casa, Minha Vida 

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), registrou crescimento acima de dois dígitos em todos os indicadores e períodos comparados. Os lançamentos, vendas e oferta final tiveram desempenho superior no quatro trimestre de 2025 quando comparados ao terceiro trimestre e ao mesmo período do ano anterior. O fechamento anual mostra crescimento de 13,5% nos lançamentos, 15,9% nas vendas e 17,6% na oferta. 

Ao todo, o MCMV responde por mais da metade das unidades verticais lançadas no último trimestre do ano passado, com 69.188, maior marca para o programa no período. Outro recorde diz respeito às unidades vendidas, que atingiram a marca de 53.145 no período. 

No balanço anual, o Minha Casa, Minha Vida atingiu a 224.842 unidades lançadas e 196.876 vendidas, com participação majoritária da região Sudeste, que concentra cerca de 42% da população brasileira, conforme dados do último censo do IBGE. 

“O MCMV se consolidou como importante pilar do mercado. O programa ampliou participação nos principais mercados do país, chegando a responder por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no quarto trimestre de 2025”, comenta o vice-presidente de Indústria Imobiliária a CBIC, Ely Wertheim – também presidente executivo do SECOVI-SP.  

O conselheiro da CBIC e diretor de economia do SECOVI-SP, Celso Petrucci, reforça que as cidades objeto do levantamento respondem aproximadamente por 2/3 do mercado imobiliário brasileiro e que as entregas do último trimestre representaram 30% do ano. “Se fizermos a média diária, chegamos ao número de 1.215 unidades novas vendidas por dia, sendo 312 apenas em São Paulo”, pontua. 

Intenção de compra  

A pesquisa também traz dados quanto à intenção de compra de imóvel nos próximos 24 meses. O cenário mostra 50% dos entrevistados inclinados à compra, sendo que 37% destes ainda não iniciaram a busca, 8% já iniciou buscas online e 5% já visita imóveis. 

O tipo de imóvel desejado são, na maioria, apartamentos (48%), seguido de casa em rua (34%), casa em condomínio fechado (15%) e terrenos (3%). O principal motivo da compra é sair do aluguel, seguido por mais espaço e por sair da casa dos pais. 

Fernando Guedes Ferreira Filho avalia que a projeção da demanda potencial permanece elevada e cita fatores como o elevado grau de intenção de compra, a expectativa de queda na taxa básica de juros (Selic) e a melhora nas condições de crédito. 

“Nesse contexto, a própria meta do governo de alcançar 3 milhões de unidades contratadas no MCMV até o final do ano sinaliza um ritmo forte de contratações e reforça a sustentação da demanda, especialmente com a garantia de orçamento do FGTS”, finaliza. 

Confira a pesquisa completa aqui.

 

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