“Lugar de mulher é onde ela quiser, e quando a gente tem essas palavras de ordem na vida, nada é impossível”. A frase de Tatiana Gomes Santos, 44 anos, define bem os rumos profissionais que sua vida tomou no último ano. Ela trabalhava como merendeira em Aracaju (SE) e quando viu que seu contrato ia acabar, descobriu cursos na área da construção do programa Elas Constroem, uma parceira da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) com o SENAI, e conseguiu uma vaga para carpintaria. Recebeu aulas práticas e teóricas e, em pouco tempo, estava empregada.
“É uma profissão pesada e precisa de força de vontade para estar ali, mas não tinha nada que fizesse parar, eu tinha emprego”, conta. “E a experiência do curso foi maravilhosa, coloco em prática o que aprendi e uso todas as ferramentas, serra, tico-tico, serra circular”, diz Tatiana. A líder deste projeto na localidade é a Adriana Leite Crepaldi da Associação Sergipana dos Empresários de Obras Públicas (ASEOPP). A carpinteira pretende adquirir mais experiência em obras e também quer fazer curso de pedreiro, eletricista e de marceneiro no futuro.
Rosa Maria Figueiredo, 51 anos, precisava pintar a casa. E quando viu um curso gratuito de pintura em obras imobiliárias com vale transporte e café da manhã acho que era bom demais pra ser verdade, mas foi atrás. Me inscrevi imediatamente, duvidando ainda!”, brinca. O que era dúvida, virou profissão para a moradora de Campo Grande- MS, que participou do projeto sob as lideranças de Kely de Paula de Oliveira (Superintendente do Sinduscon-MS) e Valéria Gabas (Diretora de Unidade de Negócio da Plaenge).
“A experiência foi ótima, desde a recepção até o ambiente da escola, a rotina do curso com professores à disposição sanando todas as dúvidas, tanto nas aulas presenciais como EAD, lembrando que tinha até creche com cuidadoras para as mamães alunas estudarem tranquilas”, conta a pintora que agora tem um emprego fixo em uma construtora.
O projeto Elas Constroem, desenvolvido pela CBIC em parceria com o SENAI Nacional, capacita mulheres para atuarem em funções operacionais da construção. Em 2025, mais de 200 mulheres foram qualificadas, em áreas como assentamento de revestimentos, pintura de obras, eletricista, instaladora hidráulica, drywall, carpintaria e acabamento.
De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do MTE (Caged), 11.455 novas mulheres garantiram sua vaga de emprego formal no setor da construção em 2025, elas são 13% dos trabalhadores presentes nos canteiros de obras no Brasil e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estima que mais de 200 mil mulheres trabalham hoje no setor, um crescimento de 50% nos últimos dez anos no número de contratações.
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