A Comissão de Política de Relações do Trabalho da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CPRT/CBIC) apresentou o balanço das ações desenvolvidas ao longo de 2025 e definiu as prioridades que orientam a atuação da comissão em 2026. O trabalho esteve concentrado no fortalecimento das relações trabalhistas, na qualificação técnica do setor e no acompanhamento permanente do ambiente normativo que impacta a indústria da construção.
No último ano, a CPRT ampliou os instrumentos de monitoramento legislativo e das negociações coletivas, com a produção contínua de análises voltadas às empresas e às entidades representativas do setor. A iniciativa permitiu acompanhar, de forma sistemática, alterações legais, decisões judiciais e convenções coletivas com impacto direto sobre a atividade do setor da construção.
“Em 2025, a comissão avançou na consolidação de uma agenda técnica voltada às relações de trabalho, segurança e saúde no trabalho, capacitação profissional e acompanhamento normativo da indústria da construção.”, afirma o vice-presidente da CPRT, Ricardo Michelon.
Como parte desse esforço, a CPRT promoveu, no ano passado, o 1º Workshop de Negociações Coletivas da Construção Civil, reunindo representantes patronais de diferentes regiões do país. A proposta foi fortalecer a capacitação técnica dos negociadores e estimular práticas alinhadas à realidade do setor.
Outro eixo de atuação foi o aprimoramento do uso de dados e informações técnicas, especialmente no acompanhamento de indicadores relacionados à segurança e saúde no trabalho. A análise sistematizada desses dados contribuiu para diagnósticos mais precisos e para o embasamento de ações preventivas, além de qualificar o debate público sobre o tema.
Ao longo de 2025, a comissão também intensificou a produção de conteúdos técnicos e materiais orientativos sobre normas regulamentadoras e boas práticas de segurança no trabalho, com foco na aplicação prática da legislação e no apoio às empresas da construção.
Desafios do setor
A escassez de mão de obra foi apontada como o principal desafio enfrentado pela indústria da construção no último ano, em um cenário de forte demanda por trabalhadores e expansão da atividade. A dificuldade de atrair, formar e reter profissionais exigiu respostas estruturadas por parte do setor e reforçou a necessidade de políticas permanentes de capacitação.
“O principal desafio enfrentado pelo setor em 2025 foi a escassez de mão de obra, em um contexto de forte aquecimento da atividade e pico de contratações”, destaca Michelon.
O ambiente político e regulatório também demandou atenção constante. Propostas legislativas e debates com potencial impacto sobre custos, produtividade e competitividade do setor exigiram atuação técnica e articulada junto ao Congresso Nacional e aos órgãos do Executivo, além de acompanhamento rigoroso da aplicação de normas e regulamentos.
Agenda para 2026
Em 2026, a CPRT dá continuidade às ações estruturantes já em curso, com foco em resultados concretos para o setor. Um dos principais eixos é a ampliação da agenda de capacitação profissional, em parceria com o SENAI, com a expansão do Plano Nacional de Capacitação para a Construção Civil no Canteiro de Obras, que já formou centenas de trabalhadores em sua fase inicial.
Outro foco é o fortalecimento da relação com entidades regionais, por meio de uma aproximação mais direta com sindicatos locais, ampliando a escuta ativa e o alinhamento às diferentes realidades da indústria da construção no país.
A comissão também pretende intensificar, ao longo deste ano, a atuação integrada com outras comissões da CBIC no aprofundamento dos debates sobre a industrialização da construção, apontada como um caminho estratégico para enfrentar a escassez de mão de obra, elevar a produtividade e melhorar as condições de trabalho no setor.
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