Construção gera mais de 200 mil novos empregos formais nos primeiros nove meses de 2025

O setor da construção criou 218,2 mil novos postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e setembro de 2025, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Somente em setembro, foram 23.855 novas vagas, resultado de 223.799 admissões e 199.944 desligamentos. Com isso, o número total de trabalhadores formais do setor chegou a 3,075 milhões, um dos maiores patamares da série histórica.

O resultado de setembro foi o melhor desde abril (31.407 vagas) e ficou acima do registrado no mesmo mês de 2024 (17.065). Entre os segmentos, a Construção de Edifícios gerou 10.540 empregos, as Obras de Infraestrutura 6.236, e os Serviços Especializados 7.079.

Na comparação com setembro de 2024, o número total de empregados na Construção cresceu 3,21%. Todos os segmentos apresentaram alta: Construção de Edifícios (3,50%), Obras de Infraestrutura (1,95%) e Serviços Especializados (3,88%). Segundo o IBGE, o PIB da Construção cresceu 23% entre 2020 e o 2º trimestre de 2025, o que se reflete no aumento de 1,1 milhão de empregos formais desde o início de 2020, uma alta acumulada de 49,4%.

Apesar do bom desempenho, o resultado de janeiro a setembro foi 5,85% inferior ao mesmo período de 2024 (231,7 mil vagas). Todos os segmentos, porém, continuam contratando. A Construção de Edifícios segue liderando, com 85,3 mil novas vagas, seguida por Obras de Infraestrutura, que cresceram 20,32%, e Serviços Especializados, que recuaram 23,44%.

Os estados que mais geraram empregos foram São Paulo (50.883), Minas Gerais (20.979) e Bahia (14.609). Apenas Roraima (-182) e o Distrito Federal (-644) registraram saldo negativo. Nas capitais, São Paulo, Belo Horizonte e Fortaleza se destacaram pela maior criação de vagas — com destaque, respectivamente, para os segmentos de Serviços Especializados, Obras de Infraestrutura e Construção de Edifícios.

O salário médio de admissão na Construção em setembro foi de R$ 2.475,07, o segundo maior entre os setores analisados pelo Ministério, e acima da média geral das atividades (R$ 2.286,34). Jovens de 18 a 29 anos representaram 50,21% das contratações, e 64,61% dos admitidos têm ensino médio completo.

Segundo a economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, o desempenho do setor confirma uma trajetória de crescimento consistente, mas também evidencia desafios.“Há cinco anos o mercado de trabalho da Construção vem apresentando resultados positivos, refletindo o crescimento do setor”, destaca Ieda. “Entretanto, o alto patamar da taxa de juros tem gerado intensa preocupação. Há um ano, ela é considerada pelos empresários o principal problema da atividade.”

A economista alerta que o custo elevado do crédito por um período prolongado pode afetar os investimentos produtivos e o ritmo das obras. “O alto custo do dinheiro desestimula novos projetos e compromete o desempenho do setor. Por isso, a CBIC revisou a projeção de crescimento da Construção para 2025 de 2,3% para 1,3%”, explica.

Clique aqui para acessar o Informativo Econômico da CBIC sobre os últimos dados do Caged.

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