Construção civil gerou 24 mil empregos no estado de São Paulo em 2025

A construção civil paulista gerou mais de 24 mil empregos com carteira assinada em 2025 e encerrou o ano com mais de 808 mil trabalhadores formais no Estado, alta de 3,1% em relação a 2024. O avanço foi puxado principalmente pelos serviços especializados e pelas obras de infraestrutura, enquanto o segmento de edificação apresentou desempenho mais moderado, impactado pelos desligamentos típicos do encerramento de contratos no fim de ano. A distribuição do emprego entre as regionais do SindusCon-SP revela um cenário heterogêneo, com diferenças relevantes tanto no volume de trabalhadores quanto no ritmo de crescimento ao longo de 2025.

O presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, afirma que a construção civil segue demonstrando sua força na geração de empregos em São Paulo, mesmo em um cenário econômico desafiador. “Os resultados confirmam a importância estratégica do setor para a economia paulista. Para 2026, a expectativa é de crescimento de 2,7% no Produto Interno Bruto (PIB) da construção no Brasil, o que exigirá mais profissionais nos canteiros de obras. O SindusCon-SP tem ampliado iniciativas para incluir jovens, mulheres e imigrantes e fortalecer o acesso ao emprego formal”, afirma.

O levantamento foi realizado por meio da ferramenta online do SindusCon-SP, que acompanha mensalmente o desempenho do emprego formal na construção em todas as suas regionais. Os dados são apurados pelo FGV Ibre, com base no Novo Caged do Ministério do Trabalho e Emprego.

Na capital paulista, onde se concentra o maior contingente do estado, o setor encerrou dezembro com aproximadamente 357 mil trabalhadores com carteira assinada. Apesar da redução de vagas em dezembro (-1,86%), movimento típico de encerramento de contratos no fim de ano, o resultado de 2025 foi positivo, com a criação de 16 mil empregos e crescimento de 4,8%. O desempenho representa avanço em relação a 2024, quando o aumento havia sido de apenas 1,1%.

Entre as regionais do interior, Campinas, Sorocaba e São José dos Campos tiveram os melhores desempenhos em 2025. Campinas gerou cerca de 2,6 mil empregos formais no ano, crescimento de 2,7%, mantendo-se como o segundo maior mercado da construção no Estado, com aproximadamente 99 mil trabalhadores com carteira assinada.

Sorocaba também apresentou resultado positivo, com a criação de 3,3 mil postos de trabalho, alta de 3,7% no ano, encerrando 2025 com cerca de 95 mil vínculos ativos no setor. Já São José dos Campos registrou um dos avanços mais expressivos entre as regionais do SindusCon-SP, com a geração de 3,8 mil empregos e crescimento de 7,9% no estoque de trabalhadores ao longo do ano.

Santos, Santo André e Mogi das Cruzes também encerraram 2025 com estoque positivo de empregos na construção civil. No litoral, Santos registrou crescimento de 4,7% no ano, com a geração de 1.269 postos de trabalho. O resultado foi impulsionado principalmente pelas obras de infraestrutura.

Santo André manteve trajetória favorável, com alta de 1,8% no ano e estoque de aproximadamente 45 mil trabalhadores formais, desempenho sustentado sobretudo pelos serviços especializados. Já Mogi das Cruzes apresentou leve variação positiva de 0,3%, encerrando 2025 com cerca de 13 mil vínculos ativos no setor.

Entre as regionais que encerraram 2025 com saldo negativo de empregos, Ribeirão Preto fechou o ano com cerca de 50 mil trabalhadores, registrando retração de -1,5%. Apesar do bom desempenho em janeiro, o ritmo perdeu força ao longo do ano, resultando em leve redução do estoque ao final do período.

Bauru terminou o ano com aproximadamente 33 mil trabalhadores com carteira assinada e queda de -3,7% em 12 meses, o que representa retração de 974 postos de trabalho. São José do Rio Preto também fechou o ano no vermelho, com retração de -4,1% e saldo negativo de 1.047 empregos, mesmo após registrar forte geração de vagas em janeiro.

Já Presidente Prudente apresentou a maior queda percentual entre os polos analisados, recuo de -11,4% no ano, encerrando 2025 com cerca de 8,1 mil trabalhadores formais, o menor estoque entre as regionais do SindusCon-SP.

*Com informações do Sinduscon-SP

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