Construção civil cresce pelo segundo ano consecutivo, mas juros altos limitam potencial de expansão

O Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção cresceu 0,5% em 2025, abaixo da projeção feita pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) para o ano, de 1,3%. Embora tenha vindo abaixo do esperado, este é o segundo ano consecutivo de crescimento, traduzido nos recordes de lançamentos e vendas registrados no período. A quebra de expectativa pode ser explicada por uma política monetária altamente contracionista, com uma taxa básica de juros nos patamares mais altos dos últimos 20 anos.

Na avaliação da entidade, apesar do cenário macroeconômico desfavorável, um conjunto de fatores contribuíram para a continuidade do crescimento do setor em 2025. Dentre eles, pode-se destacar o aquecimento de obras no setor formal, por construtoras e incorporadoras, e a regularidade nos investimentos em infraestrutura, tanto públicos quanto privados. Também é preciso considerar que a base de comparação do ano passado foi elevada, pois 2024 registrou uma expansão de 4,4% no PIB.

O desempenho do setor da construção teria sido ainda melhor no caso de uma política monetária mais expansionista e com juros menores. O PIB no indicador de pequenas obras e reformas, em que está inserido o varejo, registrou retração de 0,2%, com a redução do comércio varejista de materiais de construção puxando o desempenho do setor para baixo.

Para a CBIC, os dados demonstram a capacidade de investimento e resiliência do setor. As empresas continuaram contratando e investindo. Em 2026, para continuar avançando o setor espera mais estímulo ao investimento. A CBIC segue defendendo um ambiente de crédito mais favorável para garantir continuidade de crescimento da Construção.

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