Em um ano marcado por juros elevados, restrições ao crédito e incertezas regulatórias, a Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) encerrou 2025 com uma atuação focada no acompanhamento qualificado do mercado imobiliário e na defesa de condições mais estáveis para o setor. Para 2026, a comissão projeta manter a agenda voltada à previsibilidade regulatória, à segurança jurídica e à construção de um ambiente de negócios mais favorável à atividade imobiliária.
Ao longo do último ano, os trabalhos da CII estiveram concentrados na leitura técnica dos principais indicadores do setor, como lançamentos, vendas, estoques e preços, e na análise dos impactos do ambiente macroeconômico sobre a produção imobiliária. O contexto de juros elevados e custo de capital pressionado exigiu uma atuação mais intensa da comissão no debate sobre financiamento e funding do crédito habitacional.
No primeiro semestre, a CII acompanhou de perto o comportamento do mercado diante das restrições ao crédito, ampliando o uso de dados e estudos técnicos como base para os posicionamentos institucionais da CBIC. Já no segundo semestre, os debates se aprofundaram em torno do equilíbrio entre crédito e fontes de funding, das propostas regulatórias em discussão e das perspectivas para o ciclo imobiliário em 2026.
Segundo o vice-presidente da área da Indústria Imobiliária da CBIC, Ely Wertheim, a atuação da comissão ocorreu em um contexto particularmente desafiador para o setor. “Ao longo de 2025, atuamos de forma contínua e responsável no acompanhamento do mercado imobiliário brasileiro, em um cenário particularmente desafiador, marcado por juros elevados, restrições ao crédito e importantes debates regulatórios”, afirma.
Entre os principais avanços de 2025, a CII destaca a consolidação de um acompanhamento mais estruturado do mercado imobiliário nacional, com análises segmentadas por região e perfil de produto, além da ampliação da participação da comissão em fóruns técnicos, eventos setoriais e agendas institucionais. Essa presença reforçou o papel da CBIC como referência na leitura do mercado imobiliário brasileiro.
“Entre os principais avanços de 2025, destaco a qualificação do acompanhamento dos indicadores imobiliários nacionais, com análises mais consistentes e segmentadas; a contribuição técnica relevante no debate sobre crédito imobiliário, funding e custo do capital; e o fortalecimento da atuação institucional da CBIC como interlocutora qualificada do setor imobiliário junto ao poder público e aos agentes financeiros”, ressalta Wertheim.
Apesar dos avanços, 2025 também foi marcado por desafios significativos. A manutenção de taxas de juros em patamares elevados impactou a demanda e a viabilidade econômica dos empreendimentos, enquanto o aumento dos custos de produção pressionou as margens das empresas. Além disso, as discussões sobre possíveis mudanças no modelo de financiamento habitacional trouxeram incertezas adicionais ao ambiente de negócios.
“A manutenção de taxas de juros elevadas impactou diretamente a demanda e a viabilidade dos empreendimentos. Somam-se a isso as incertezas regulatórias no modelo de financiamento imobiliário e a heterogeneidade do desempenho do mercado entre regiões e segmentos de renda”, observa.
Outro ponto de atenção foi o desempenho heterogêneo do mercado imobiliário, com diferenças expressivas entre regiões, segmentos de renda e tipos de produto. Esse cenário exigiu análises mais refinadas e uma leitura cuidadosa da dinâmica setorial.
Para 2026, a agenda da Comissão da Indústria Imobiliária prevê a continuidade do acompanhamento técnico do mercado, o aprofundamento do debate sobre crédito, funding e custo do capital, e a defesa de maior previsibilidade regulatória e segurança jurídica. A comissão também pretende manter a atuação previsível junto a agentes financeiros e formuladores de políticas públicas, contribuindo para a construção de um ambiente mais favorável ao desenvolvimento do setor.
“Seguiremos, em 2026, comprometidos com esse papel, contribuindo para a construção de um ambiente de negócios mais estável, previsível e favorável ao desenvolvimento do mercado imobiliário brasileiro”, conclui Wertheim.
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