Com o objetivo de acompanhar a evolução da política habitacional e alinhar demandas do setor com governo e agentes financeiros, a Comissão de Habitação de Interesse Social (CHIS) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou, nesta quarta-feira (19), mais uma Rodada de Negócios de Habitação. A reunião, realizada online, apresentou dados atualizados do FGTS e do FAR, além de discutir melhorias operacionais e novas etapas do Minha Casa, Minha Vida.
A abertura foi feita pelo vice-presidente de Habitação de Interesse Social da CBIC, Clausens Duarte, que destacou a relevância dos temas e o engajamento do setor. Segundo ele, o momento é marcado por forte ritmo de contratações e pelo alinhamento entre governo e indústria. “O mercado segue aquecido, e os números mostram recordes sucessivos. Esse ambiente é resultado do trabalho conjunto, dos ajustes feitos pelo Ministério e da escuta permanente ao setor”, afirmou.
Execução orçamentária do FGTS
A primeira apresentação foi conduzida por Ana Paula Peixoto, diretora do Departamento de Provisão Habitacional do Ministério das Cidades. Ela apresentou dados atualizados de execução do FGTS, Fundo Social e SBPE, destacando o desempenho de outubro, mês que registrou recorde de contratações. Ana Paula ressaltou a concentração de unidades nas faixas de menor renda e reforçou que “a meta anual está próxima de ser alcançada”.
A diretora também explicou ajustes recentes aprovados pelo Conselho Curador, entre eles, mudanças na distribuição regional de recursos e no orçamento destinado ao apoio à produção. O impacto dos novos tetos do MCMV também foi abordado, com a sinalização de que o Ministério avalia ajustes adicionais em outros quadrantes.
Novidades do FGTS e discussões sobre tetos
A consultora técnica da CBIC e integrante do GAP/CCFGTS, Maria Henriqueta Arantes Alves, reforçou a importância de ampliar os tetos para quadrantes que concentram grandes centros urbanos e comentou os impactos das mudanças na curva de descontos. Segundo ela, “as alterações aprovadas devem impulsionar as contratações nos próximos anos, especialmente nas faixas de menor renda”.
Luis Fernando Mendes, consultor econômico da CHIS e da CII/CBIC, também contribuiu com avaliações sobre a execução e os desafios da política habitacional.
Execução do FAR e andamento das contratações
Na pauta dedicada ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), apresentaram-se Danielle Mendonça de Sousa dos Reis, diretora de Fundos de Governo da Caixa Econômica Federal (CEF); Edilson Carrogi, superintendente nacional de Fundos de Governo da CEF; Alexandre Cordeiro, superintendente nacional da CEF; e Raul de Oliveira Gomes, superintendente nacional de Habitação Pessoa Jurídica da CEF. O bloco trouxe um panorama completo das contratações recentes, da execução financeira e do andamento das obras vinculadas às seleções dos anos de 2023, 2024 e 2025.
Carrogi apresentou dados sobre o volume contratado nos últimos dois anos, destacando que o FAR alcançou mais de R$ 17,5 bilhões em contratações somente em 2024, o que correspondeu a 111 mil unidades habitacionais distribuídas em todas as unidades da Federação. Em 2025, as contratações somaram mais de R$ 3 bilhões, referentes a 17,6 mil unidades, acumulando quase 129 mil unidades contratadas no biênio.
Carrogi destacou ainda a criação do extrato público mensal do FAR, publicado no site da Caixa, que permite acompanhar a movimentação financeira do fundo com mais transparência.
Na sequência, Danielle reforçou que a iniciativa do extrato atendeu a uma demanda constante do setor. Segundo ela, disponibilizar dados mensais sobre saldo, aportes, pagamentos e despesas do fundo “gera previsibilidade para que as empresas possam se planejar e aumenta a confiança nos fluxos operacionais”.
Já Cordeiro apresentou um panorama do andamento das análises e das contratações da Seleção 2025. Ele informou que cerca de 5 mil unidades devem avançar para contratação ainda este ano e que existe um conjunto adicional de aproximadamente 16 mil unidades com análise adiantada, um total de até 20 mil unidades que podem ser contratadas nos próximos meses. Além disso, também destacou que o primeiro semestre de 2026 deve registrar “um ritmo forte” de contratações, devido à maturação dos projetos e ao trabalho conjunto entre Caixa, Ministério das Cidades e setor produtivo.
Encerrando o bloco, Gomes apresentou os avanços operacionais na etapa de pagamentos e acompanhamento de obras. Ele anunciou a redução expressiva do prazo médio de pagamento: de 28 dias para 18 dias, com previsão de estabilização em 15 dias já a partir de dezembro. Segundo Gomes, essa melhora resulta de reforços de equipe, ajustes sistêmicos e reorganização dos fluxos de conformidade.
Teto do MCMV 2026
Em outro momento, Ana Paula apresentou a metodologia utilizada para a revisão dos tetos do MCMV, destacando que novas discussões devem ocorrer com o setor para avaliar ajustes em demais quadrantes.
Projetos CBIC Jovem
Na etapa dedicada ao CBIC Jovem, o encontro contou com a participação de Lucas Ramon Silva Dantas, que apresentou o projeto “Energia Fotovoltaica como facilitador no acesso à moradia popular”. Em seguida, Isaque Daniel Alves apresentou o pitch “Simuladores de Potenciais para Incorporadoras”.
O tema tem interface com o projeto “Segurança Habitacional como Garantia Básica para a Qualidade de Vida e Integridade Física do Trabalhador”, da Comissão de Habitação de Interesse Social (CHIS) da CBIC, em correalização com o Serviço Social da Indústria (Sesi).
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