CHIS fortalece atuação técnica em 2025 e projeta avanços na política habitacional em 2026 

O ano de 2025 marcou um período de consolidação técnica e institucional da Comissão de Habitação de Interesse Social (CHIS) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Em um cenário de desafios econômicos e regulatórios, a comissão ampliou sua presença no debate público, aprofundou análises sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e fortaleceu o diálogo com o poder público, pavimentando uma agenda estratégica para 2026. 

Ao longo do ano, a CHIS manteve acompanhamento permanente das políticas voltadas à habitação de interesse social, com atenção especial à previsibilidade orçamentária, ao uso dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), aos subsídios e às condições de financiamento. A atuação teve como foco central os impactos diretos dessas variáveis na produção habitacional, sobretudo para as faixas de menor renda. 

No primeiro semestre, a comissão concentrou esforços no monitoramento técnico das contratações do MCMV, dos limites de enquadramento e da execução orçamentária. O período foi marcado por interlocução contínua com o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal e demais agentes do sistema habitacional, com o objetivo de identificar entraves operacionais e regulatórios que afetavam a viabilidade dos empreendimentos. 

Já na segunda metade do ano, a CHIS avançou no aprofundamento das análises estruturais do setor, incorporando ferramentas de inteligência de dados, como relatórios técnicos e dashboards analíticos. Esse movimento ampliou a capacidade da CBIC de dialogar com o governo com base em evidências, qualificando o debate e contribuindo para decisões mais consistentes. 

De forma transversal, a comissão também ampliou sua presença em eventos, rodadas de negócios, seminários e reuniões técnicas, consolidando-se como um espaço de interlocução entre o setor produtivo, o governo federal e entidades representativas. A agenda incorporou temas estruturantes, como locação social, novos modelos de provisão habitacional, industrialização da construção e sustentabilidade, além da integração entre habitação, saúde e bem-estar do trabalhador. 

Para o vice-presidente de Habitação de Interesse Social da CBIC, Clausens Duarte, o balanço do ano reflete um trabalho contínuo e articulado. “Ao fazermos um balanço das atividades de 2025, é possível afirmar que este foi um ano de intenso trabalho técnico, institucional e de articulação política em defesa da moradia digna e do fortalecimento das políticas habitacionais no Brasil”, afirmou. 

Apesar dos avanços, o ano também foi marcado por desafios relevantes. A instabilidade na alocação de recursos para a habitação de interesse social, especialmente do FGTS, e a complexidade regulatória do MCMV exigiram monitoramento permanente e capacidade de resposta rápida. O ambiente macroeconômico, ainda pressionado por juros elevados, também impactou custos, a viabilidade econômica dos projetos e o acesso das famílias ao financiamento. 

Nesse contexto, a CBIC manteve atuação estratégica e propositiva, defendendo previsibilidade, sustentabilidade e eficiência das políticas habitacionais. “Seguimos convictos de que fortalecer a habitação de interesse social é fortalecer o país, gerar empregos, reduzir desigualdades e garantir melhores condições de vida para milhões de trabalhadores brasileiros”, destacou Duarte. 

Com uma comissão mais estruturada e tecnicamente preparada, a “CHIS encerra 2025 com foco nos desafios de 2026, mantendo o compromisso de contribuir para o aprimoramento das políticas públicas e para a ampliação do acesso à moradia digna, sustentável e acessível no Brasil”, concluiu. 

 

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