CBIC debate os rumos da descarbonização no setor da construção durante Minascon

Nesta quinta-feira (4), durante o evento Minascon, em Divinópolis/MG, foi realizado o painel “Rumos da descarbonização do setor da construção”, que trouxe à tona discussões importantes para o futuro do setor. O vice-presidente da área de Meio Ambiente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CMA/CBIC), Nilson Sarti, foi o palestrante do encontro.

Sarti destacou a importância da descarbonização como um compromisso prioritário e outros temas importantes para a CMA. “O evento foi em cima do rumo da descarbonização do setor da construção e inclusive discutimos temas prioritários da nossa comissão, que é também a descarbonização, mas também temos a construção com madeira e o Futuro da Minha Cidade,” afirmou. Ele lembrou que, segundo as Nações Unidas, é necessário reduzir o consumo de energia em 37% até 2030, enfatizando a urgência do tema.

Dois pontos fundamentais foram discutidos: a eficiência energética e a utilização de ferramentas de medições de inventários. Sarti mencionou uma ferramenta desenvolvida pelo Sinduscon de São Paulo, que facilita o levantamento e a medição dos inventários, especialmente para pequenas e médias empresas.

O plano Clima, a taxonomia sustentável brasileira e o enfrentamento aos eventos climáticos extremos também foram tópicos abordados. “Detalhamos o que é o plano clima, a questão da mitigação e da adaptação à taxonomia como uma forma de identificar o que contribui para cada setor da economia, principalmente no nosso nível de construção, para a redução das emissões e o enfrentamento dos eventos extremos,” explicou Sarti.

Para enfrentar esses desafios, foi criado um grupo de trabalho em conjunto com a Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC) da CBIC. O objetivo é preparar o setor da construção civil para a COP 30 e os desafios que se aproximam. Sarti alertou para a necessidade de conscientização sobre a importância da descarbonização, destacando que ela impactará diretamente o dia a dia das empresas. “Precisamos alertar que cada um terá que fazer o levantamento de suas emissões, e isso será um fator limitador para receber financiamentos,” disse ele.

A urgência dessa agenda é reforçada pelos recentes eventos extremos, como os ocorridos no Rio Grande do Sul, que mostraram como mudanças climáticas podem desestabilizar empresas e a população. “Empresas deixaram de funcionar porque estavam localizadas em partes afetadas da cidade. Trabalhadores não conseguiram ir trabalhar, desmontando toda a operação,” contou Sarti, evidenciando a importância de um posicionamento preventivo.

Com o setor da construção civil se mobilizando em vários grupos de trabalho e alinhando-se com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a expectativa é de que as ações em prol da descarbonização ganhem cada vez mais força. “Nós temos que estar aí, costurando e colocando a importância na descarbonização. É uma agenda que veio para ficar,” concluiu Sarti.

O tema tem interface com o projeto “Descarbonização do setor da Indústria da Construção e os Negócios e Soluções Inovadoras em Sustentabilidade”, da Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CMA) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

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