Em outubro, o número de demissões na construção civil superou o total de admissões. O setor abriu 215.029 vagas formais e desligou 217.904 trabalhadores, encerrando o mês com saldo negativo de -2.875 postos, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho. Foi o primeiro resultado negativo do ano e repete o comportamento sazonal observado no mesmo período de 2024.
Os três segmentos da construção registraram desempenho negativo no mês: Construção de Edifícios (-1.311), Obras de Infraestrutura (-968) e Serviços Especializados (-596). Ainda assim, o setor manteve um dos maiores contingentes de trabalhadores da sua série histórica: 3,072 milhões de profissionais ativos.
Desempenho no ano segue positivo
De janeiro a outubro, a construção criou 214.717 empregos formais, o equivalente a 11,92% de todas as vagas abertas no país no período. O resultado, porém, ficou 7,03% abaixo do registrado no mesmo intervalo de 2024. Entre os segmentos, apenas Obras de Infraestrutura apresentou saldo positivo na comparação anual. A Construção de Edifícios recuou 8,60%, e os Serviços Especializados caíram 27,16%.
Juros altos seguem como principal obstáculo
A Sondagem da Indústria da Construção, realizada pela CNI com o apoio da CBIC, aponta que o elevado patamar de juros continua sendo o maior entrave do setor. O impacto já aparece nos indicadores: a projeção inicial de crescimento de 2,3% do PIB da construção em 2025 foi revista para 1,3%.
Desempenho regional
São Paulo (50.285), Minas Gerais (17.541) e Bahia (16.308) lideram a geração de empregos na construção entre janeiro e outubro. Apenas Roraima e o Distrito Federal registraram saldos negativos no período, o que indica que a atividade permanece distribuída pelo território. Entre as cidades, São Paulo (21.977), Belo Horizonte (10.045) e Fortaleza (7.155) foram as maiores geradoras de vagas.
Perspectivas para 2026
“A expectativa, para o mercado de trabalho da Construção no próximo ano, é continuar gerando novos empregos e se fortalecendo. Nesse aspecto, é importante destacar o incremento de 8,4% registrado no volume de lançamentos imobiliários nos primeiros nove meses de 2025”, aponta Ieda Vasconcelos, economista da CBIC. De janeiro a setembro, o volume lançado passou de 283.437 unidades em 2024 para 307.366 em 2025. As vendas também avançaram: alta de 5% no período.
No mercado de trabalho em geral, o país criou 1,8 milhão de vagas formais até outubro. A taxa de desemprego ficou em 5,4%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE.
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