Debate durante 98º ENIC apontou cenário positivo para o mercado imobiliário

O debate sobre perspectivas do Mercado Imobiliário para 2024 aconteceu durante o 98º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi). 

O painel Mercado Imobiliário: Vendas, Lançamentos e Expectativas do Consumidor iniciou discussões sobre o cenário de investimento no país, as perspectivas de compra, vendas, lançamentos e as expectativas do consumidor. O moderador do encontro, Ely Wertheim, vice-presidente da indústria imobiliária da CBIC, ressaltou a importância do setor para o país, destacando que “Nosso setor está ligado a um direito constitucional previsto para a sociedade: o direito à moradia”.

O mercado imobiliário tem um papel de destaque e relevante, corroborou o presidente da LPS Brasil – Consultoria de Imóveis S/A e vice-presidente do Secovi-SP, Marcos Lopes. Ele explicou a interconexão entre o setor e o cenário econômico, destacando o impacto da queda da taxa de juros. “A perspectiva econômica é crucial e determinante nos dias atuais, especialmente considerando o futuro. Para que o mercado imobiliário prospere, é essencial que o Brasil também prospere”, afirmou.

Lopes expressou otimismo em relação ao panorama para o ano, observando uma maior segurança econômica, avanços no crédito imobiliário e uma demanda aquecida. Ele também mencionou o aumento projetado no volume de lançamentos para 2024. “O índice de confiança do consumidor está superior se comparado ao mesmo período de 2023”, destacou. 

A expectativa é de crescimento nas vendas, afirmou o diretor-sócio da Brain Inteligência Estratégica, Fábio Tadeu Araújo. A intenção de compra tem se mantido consistente, de acordo com uma pesquisa realizada pela Brain. Os dados apontam que 41% dos entrevistados afirmam estar em busca de imóveis. “Este é o melhor índice de intenção de compra desde 2021”, observou Araújo. Ele também destacou que aproximadamente 34% dos entrevistados justificaram sua decisão de não continuar pagando aluguel. “Há uma potencialidade e oportunidade de finalizar o trimestre alcançando um recorde de lançamentos”, pontuou.

Segundo o economista-chefe do SECOVI-SP, Celso Petrucci, “Não há nada no radar que aponte que o mercado imobiliário tenha um ano igual ou pior em comparação a 2023. Precisamos entender qual será a intensidade desse crescimento”, alertou. 

Para o vice-presidente Financeiro da CBIC, Eduardo Aroeira, a expectativa é grande com a baixa dos juros. “A gente acredita que é possível chegar ao final do ano com uma taxa selic de 9%, o que muda bastante as condições de financiamento e isso tende a melhorar ainda mais as vendas”, disse. 

“Nós poderíamos estar oferecendo muito mais em oferta, demanda não falta. Às vezes, o que falta é um funding apropriado. É importante compreender como podemos fazer para aumentar a oferta”, concluiu. 

O evento ainda contou com o patrocínio do Banco Oficial do ENIC e da FEICON, a Caixa Econômica Federal, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP), Mútua, Sebrae Nacional, Housi, Senior, Brain, Tecverde, Softplan, Construcode, TUYA, Mtrix, Brick Up, Informakon, Predialize, ConstructIn, e Pasi.

O tema tem interface com o projeto “Melhoria da produtividade, competitividade e empregabilidade do Mercado Imobiliário”, da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, em correalização com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

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