Saúde mental dos trabalhadores tem impacto direto na produtividade da empresa

A preocupação com a saúde mental no ambiente de trabalho tem se intensificado entre os trabalhadores brasileiros. Pesquisas recentes do Infojobs revelam que 86% dos funcionários considerariam mudar de emprego para preservar a saúde mental. Além disso, 61% dos trabalhadores não se sentem satisfeitos ou felizes em seus empregos e um alto índice, 76%, conhece alguém que precisou se afastar do trabalho por questões psicológicas. Estes dados alarmantes sugerem que uma grande parte dos profissionais acredita que as empresas ainda não estão equipadas para lidar adequadamente com a saúde mental.

De acordo com Rica Mello, gestor de pessoas, palestrante e empreendedor em diversas áreas de atuação, a saúde mental no ambiente de trabalho tem se tornado um tópico de crescente importância nas discussões corporativas contemporâneas. “Empresas de vanguarda estão cada vez mais conscientes de que a saúde mental de seus funcionários é fundamental não só para o bem-estar individual, mas também para o sucesso geral da organização”, diz.

Outros estudos complementam esta preocupação, como o realizado pelo ecossistema digital de saúde Conexa, que aponta que 87% dos funcionários observaram afastamentos em suas empresas devido a doenças mentais, em 2023. A análise mostrou ainda que 80% dos trabalhadores valorizam o acesso a médicos e psicólogos oferecido pelas empresas, enquanto apenas 4% não veem o benefício à saúde como uma necessidade primária. A relevância da saúde mental é enfatizada também pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que estima que 86% dos brasileiros apresentam algum transtorno mental, com a ansiedade sendo o principal motivo de afastamento do trabalho.

“É um cenário preocupante, o que nos leva cada vez mais a discutir e implementar práticas que promovam um ambiente de trabalho saudável”, completa o especialista. Para ele, um ambiente de trabalho saudável é aquele em que cada colaborador pode se sentir seguro e apoiado para falar sobre suas emoções sem receio de estigma ou repercussões negativas. “As práticas relacionadas a esse tópico visam não apenas aumentar a produtividade, mas também garantir que os funcionários estejam mentalmente saudáveis e engajados, o que é fundamental para a sustentabilidade a longo prazo da empresa”, pontua.

Cuidar da saúde mental dos colaboradores é uma prioridade, tornando-se uma estratégia empresarial inteligente. A produtividade no trabalho aumenta significativamente quando os colaboradores estão mentalmente saudáveis, pois estão mais aptos a se concentrar, tomar decisões acertadas e manter um nível de energia constante, o que resulta em tarefas realizadas com mais rapidez e qualidade. Além disso, programas efetivos de saúde mental reduzem o absenteísmo causado por problemas como depressão, ansiedade, estresse e esgotamento, diminuindo os dias de licença médica e mantendo a equipe completa, o que gera economia e eficiência para a empresa.

Investir na saúde mental dos funcionários também ajuda na retenção de talentos, pois colaboradores que se sentem apoiados tendem a permanecer na empresa a longo prazo, reduzindo custos com recrutamento e treinamento. “Uma cultura organizacional que prioriza o bem-estar mental cria um ambiente de trabalho mais inclusivo e solidário, melhorando as relações entre funcionários e promovendo um clima organizacional positivo”, conclui.

Fonte: Seconci-DF

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