SindusCon-SP e IE debatem prevenção a incêndios de carros elétricos

SindusCon-SP e Instituto de Engenharia (IE) deverão criar um grupo de trabalho com o objetivo de estudar e propor ações relativas ao correto dimensionamento dos projetos de edificações para o carregamento seguro de carros elétricos e híbridos, bem como para a prevenção de incêndios ocasionados por estes veículos nos empreendimentos imobiliários. 

Este foi o resultado da visita feita ao SindusCon-SP por José Eduardo Frascá Poyares Jardim, presidente do Instituto de Engenharia, em 4 de março, acompanhado de Marcelo Rozenberg, membro dos Conselhos Deliberativo e Consultivo do IE; Carlos Cotta Rodrigues, membro do Conselho Consultivo do IE, e Rogério Parente, coordenador do Grupo de Excelência em Administração de Pessoas e Tecnologia do Conselho Regional de Administração de São Paulo. 

Os visitantes foram recebidos por Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, acompanhado de Renato Genioli e Jorge Batlouni, vice-presidentes; Luis Fernando Bueno, coordenador do CTQ (Comitê de Tecnologia e Qualidade); Roberto Pastor, David Fratel, Sergio Domingues, Lauro Ladeia e Gustavo Avallone, membros do CTQ; Rosilene Carvalho, gerente do Jurídico; Filemon Lima, gerente de Relações Institucionais, e Vanessa Dias, supervisora do Comitê de Meio Ambiente. 

Também participaram da reunião Paulo Rewald, diretor de Normalização do Secovi-SP (Sindicato da Habitação); Gustavo Alves Ortega, presidente da Abrasip (Associação Brasileira de Engenharia de Sistemas Prediais); Fábio Juliato, da montadora de automóveis BYD; e Alexandre Abdalla Palis Junior, da desenvolvedora de soluções de carregamento elétrico de veículos em condomínios Incharge. 

A proposta de formar o grupo e apresentar soluções foi feita pelo presidente do Instituto de Engenharia e aceita pelo presidente do SindusCon-SP. Marcelo Rozenberg sugeriu que o grupo também envolva representantes das seguradoras, uma vez que as construtoras poderão responder civilmente por danos ocasionados por eventuais incêndios daqueles veículos nos empreendimentos, mesmo depois de os projetos terem sido aprovados pela Prefeitura e pelo Corpo de Bombeiros. 

Paulo Rewald relatou que o Corpo de Bombeiros deverá publicar uma recomendação, com prazo de carência, sobre requisitos para as instalações em vagas de garagem destinadas ao carregamento de carros elétricos nos condomínios. Na cidade de São Paulo, a legislação prevê a obrigatoriedade de uma vaga por pavimento, para o carregamento. 

Rodrigues, do IE, explicou que nos EUA tem se abolido o controle da propagação do incêndio com água (requerem-se milhares de litros), buscando-se retirar o veículo elétrico incendiado do ambiente e levá-lo para que o fogo seja consumido em outro lugar, o que pode levar até um mês. Comentou que a colocação de manta sobre o veículo para evitar a propagação só pode ser feita por bombeiros especializados e devidamente paramentados. Alertou para o risco de o incêndio se propagar devido à precária ventilação das garagens de condomínios. Mencionou os resíduos tóxicos liberados neste tipo de incêndio. 

O conselheiro do IE chamou a atenção para outro risco: o carregamento de bicicletas e motos elétricas nos apartamentos (não há normalização sobre isso). Afirmou que no exterior há critérios rigorosos para ventilação nas garagens dos empreendimentos, até com extração mecânica. E comentou que seguradoras procuram atribuir à construtora ou à administradora do condomínio a responsabilização pelo dano. 

Juliato, da BYD, afirmou que alguns agrupamentos de bombeiros já receberam treinamentos sobre o que fazer em caso de fogo em carro elétrico ocasionado por colisão. Disse que a empresa orienta sobre segurança nas instalações elétricas. E comentou que dificilmente as baterias se incendeiam, embora não haja uma garantia da montadora de que isso jamais ocorra. 

Palis, da Incharge, afirmou ser raro incêndio em carro elétrico e mais provável que ocorra no híbrido. Daqueles que pegam fogo, haveria poucos casos ocasionados pelo carregador. Afirmou ser mais provável um incêndio na instalação elétrica. E alertou para o perigo de se carregar o carro diretamente da tomada, sendo recomendado que o processo sempre seja feito pelo carregador, que exerceria um controle. 

Ao final da reunião, Rozenberg, do IE, apresentou a proposta de o SindusCon-SP apoiar a montagem de um programa coordenado pelo Instituto, de certificação e acreditação de engenheiros já formados, elevando hard e soft skills dos profissionais e a produtividade das empresas. David Fratel e Roberto Pastor deverão reunir-se com o conselheiro para tratar da questão. 

*Foto e informações: Sinduscon-SP 

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