Enfrentamento do déficit habitacional é tema de debate no 98º ENIC

Um espaço crucial para discutir os desafios e avanços no setor habitacional brasileiro, com a participação de líderes e representantes públicos avaliando a importância estratégica desse setor e seu impacto direto na sociedade durante o 98º ENIC | Engenharia & Negócios, no painel Minha Casa, Minha Vida Cidades – entes públicos em busca da redução do déficit habitacional. O 98º Encontro Nacional da Indústria da Construção é realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), dentro da FEICON, com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi). 

O evento ainda tem o patrocínio do Banco Oficial do ENIC e da FEICON, a Caixa Econômica Federal, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP), Mútua, Sebrae Nacional, Housi, Senior, Brain, Tecverde, Softplan, Construcode, TUYA, Mtrix, Brick Up, Informakon, Predialize, ConstructIn, e Pasi.

Presidente da CBIC, Renato Correia expressou sua satisfação em promover debates sobre habitação, tema central para o país e fundamental para a entidade. Ele enfatizou a necessidade de diálogo contínuo e cooperação para impulsionar o setor habitacional. “É com muita alegria que realizamos esse painel no ENIC, na área de habitação, tema tão importante para o país e tão caro para a CBIC. A habitação está caminhando muito pela capacidade de conversar e de dialogar”, afirmou.

O compromisso em combater o déficit habitacional foi ressaltado por Clausens Duarte, vice-presidente de habitação e interesse social da CBIC, que destacou a relevância econômica e social da construção. “Um trabalho tão bonito que é o combate ao déficit habitacional. O nosso setor é fundamental, tão representativo para a economia. A gente tem que pensar na redução do déficit habitacional, o tema vem se desenvolvendo.”, disse. 

Duarte ainda celebrou as conquistas na realização do sonho da casa própria para milhares de famílias brasileiras. “A gente vem sentindo e percebendo as realizações da casa própria dessas famílias”, destacou. 

Hailton Madureira, secretário nacional de habitação, destacou os esforços do governo para priorizar a habitação, incluindo a implementação do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Ele enfatizou o compromisso em aumentar o número de famílias beneficiadas pelo programa e garantir acesso à moradia digna para todos os brasileiros. “É um debate importante que o governo está sempre estudando. A parceria com o setor da construção é muito importante para a gente, vamos cumprir a missão que é construir casas”, disse. 

Inês Magalhães, vice-presidente de habitação Caixa, ressaltou a importância da habitação como um desafio global e seu impacto em áreas como educação e saúde. A vice-presidente destacou a necessidade de políticas habitacionais eficazes e parcerias entre governo, estados e municípios para enfrentar esse desafio de forma abrangente. “Esse desafio é da sociedade, temos que juntar esforços. É muito importante que os estados tenham uma política habitacional”, destacou.

Simone Benevides de Pinho, secretária estadual de desenvolvimento urbano e habitação de Pernambuco, destacou a responsabilidade compartilhada entre governos estaduais e municipais na busca por soluções para o déficit habitacional. Ela enfatizou a importância de políticas públicas setoriais e o papel do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como financiador crucial de habitações no país. 

Maria do Carmo Lopes, presidente da ABC Habitação, enfatizou o apoio dos estados aos municípios na busca por soluções habitacionais. Ela destacou a importância da colaboração entre o setor público e privado para impulsionar o desenvolvimento habitacional. “Quando a gente coloca a inteligência do setor privado para o setor público, todo mundo ganha”, disse. 

Carlos Henrique de Oliveira Passos, vice-presidente administrativo da CBIC e presidente da FIEB, ressaltou a necessidade de investir em tecnologia para reduzir custos e enfrentar os desafios de mão de obra na construção. Ele enfatizou o potencial da tecnologia para impulsionar o crescimento qualitativo e quantitativo do setor. “Eu acredito que todos temos a compreensão que esses programas não vêm a favor apenas das empresas, mas sim das famílias. Também devemos pensar na tecnologia como redução de custos. Temos enfrentado problemas com mão de obra na construção. Precisamos de qualidade e quantidade no nosso setor da construção com a tecnologia”, pontuou. 

Esse tema tem interface com o projeto “Responsabilidade Social na Indústria da Construção”, da Comissão de Habitação de Interesse Social (CHIS) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi).

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