CBIC aponta setor da construção como alavanca do crescimento sustentado no 98º ENIC

Na cerimônia de abertura do 98º ENIC | Engenharia & Negócios, nesta quarta-feira (3), o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresentou dados do estudo inédito produzido pela entidade que demonstra o desafio do cenário brasileiro em relação à habitação e à infraestrutura do país e destacou o papel estratégico que o setor da construção tem na entrega de soluções. “O estudo reafirma a capacidade de realização e potencial gerador de riquezas do setor. Esse é um desafio que une a todos nós, governo federal, Congresso Nacional e setor produtivo para sanar a necessidade da população”, apontou.

Correia enfatizou que o diagnóstico da CBIC reforça o alerta feito pela  entidade nos últimos anos sobre a força da construção como alavanca do crescimento sustentado para o país. “Buscamos um crescimento que se expressará no incremento do PIB, no aumento significativo da arrecadação de impostos, na geração de emprego formal, no aumento da renda, na produtividade, competitividade e aquecimento da indústria como um todo”, disse durante discurso de abertura. 

O 98º Encontro Nacional da Indústria da Construção é realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), dentro da FEICON, com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi). O evento ainda tem o patrocínio do Banco Oficial do ENIC e da FEICON, a Caixa Econômica Federal, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP), Mútua, Sebrae Nacional, Housi, Senior, Brain, Tecverde, Softplan, Construcode, TUYA, Mtrix, Brick Up, Informakon, Predialize, ConstructIn, e Pasi.

O presidente da CBIC reforçou que o setor está preparado para fazer mais e alcançar a meta de dobrar a participação no Produto Interno Bruto (PIB) e colocar a construção em sua posição de motor da economia brasileira e, assim, contribuir para o avanço que o país não quer mais esperar. “Um dos paradigmas institucionais da CBIC, comprovado pela trajetória da economia do país é de que quando a construção vai bem, o Brasil está bem. Esse é um movimento que beneficia toda a sociedade brasileira”. 

Presente na abertura, o ministro das Cidades, Jader Filho, apresentou um panorama do que qualificou como conquistas da gestão, destacando a alocação de recursos para habitação em 2023, que resultou no financiamento de mais de 491 mil moradias por meio do FGTS, um aumento de quase de 100 mil em relação ao ano anterior. Além disso, o ministro apontou a entrega de 21.500 unidades do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e a retomada de mais de 22 mil unidades que estavam paralisadas. 

Segmento estratégico – O ministro também enfatizou o lançamento do FGTS futuro, visando facilitar o acesso à casa própria para mais famílias. Ele ressaltou a busca por aprimorar os subsídios na região Norte, ainda pouco atendida pelo mercado de crédito. “Para 2024, a meta é o financiamento de 375 mil novas unidades pelo FGTS, mas asseguro que esse número será superado, ultrapassando as 550 mil novas unidades financiadas. Conto com você para alcançar essa meta”, disse. 

Além disso, Jader Filho anunciou a prorrogação do prazo, em 150 dias, para que construtoras e prefeituras entreguem a documentação e os projetos até o dia 22 de abril. O ministro explicou que a prorrogação do prazo é destinada às prefeituras que até o dia 22 tenham iniciado o chamamento público. 

“Esse é o momento para quem manifestou interesse em efetivar os seus projetos, e queremos viabilizar o processo e proporcionar mais moradia ao povo brasileiro. Queremos um novo tempo e o Ministério das Cidades é um impulsionador desse novo tempo. Tenho completa convicção que vamos estabelecer um marco na habitação popular do país, e eu conto com cada um de vocês para que a gente possa alcançar esse desafio tão importante”. 

Presidente da Caixa, Carlos Vieira, apontou que o segmento tem crescido no país e é preciso ampliar as fontes de financiamento para gerar um maior investimento de recursos. “O sistema financeiro do Brasil precisa entender a importância da habitação no Brasil. A destinação de recursos para a área de habitação interfere também na área do saneamento, reduz as questões ligadas à insalubridade no país”, destacou. 

Segundo dados apresentados pelo secretário executivo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Francisco Macena, no período de janeiro a fevereiro de 2024 foram criados 474 mil empregos, a média foi o dobro do mesmo período de 2023. De acordo com Macena, os dados indicam uma retomada da indústria. 

“Estamos retomando a economia e a confiança no país. Além da oferta de recursos e créditos, precisamos de um programa estratégico para a qualificação profissional. Não podem ser iniciativas que se percam com o tempo. Precisamos discutir uma visão estratégica da educação, da qualificação, que leve ao setor da construção, acompanhando o desenvolvimento tecnológico e investindo em pesquisa. Estamos atrasados no setor em termos de pesquisa para aumentar a produtividade e reduzir os custos, o que também é crucial para os trabalhadores. O envolvimento do Sistema S, das universidades, dos empresários e do setor é fundamental”, complementou Macena.

Na oportunidade, o deputado federal Pauderney Avelino (UNIÃO-AM), destacou a importância da destinação correta dos recursos do FGTS e se colocou à disposição da luta para que os trabalhadores tenham condições de buscar os recursos para a compra do seu imovel. “Precisamos fazer com que o dinheiro do trabalhador seja destinado ao trabalhador. Nada mais digno do que ter uma moradia digna para a sua família”, alertou. 

Mão-de-obra

Outro tema destacado durante a abertura do 98º ENIC, foi a necessidade de incentivo a mão de obra e capacitação do trabalhador no setor da construção. “A falta de mão-de-obra qualificada é imensa no Brasil, não só na construção civil. Realizar o sonho da casa própria é o sonho de todos. Vamos acreditar que a construção civil é o caminho para a realização de sonhos e geração de emprego”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), Antonio de Sousa Ramalho. 

Vinicius Marchese, presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), reforçou a necessidade de atualização da formação profissional. “Estamos empenhados em avançar no Sistema Confea/Crea e Mútua, para fomentar a qualificação e a quantidade de profissionais no setor. É nosso compromisso com o país”, afirmou.

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