Painel do 98º ENIC debate equidade e sustentabilidade na construção

A equidade e sustentabilidade na construção foi tema de debate no primeiro dia do 98º ENIC | Engenharia & Negócios, durante o painel Equidade e sustentabilidade na construção: impacto social como pilar do desenvolvimento sustentável. Os participantes discutiram a importância da agenda social para a indústria da construção, bem como os desafios enfrentados para impulsionar essa agenda. O 98º Encontro Nacional da Indústria da Construção é realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), dentro da FEICON, com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi).  

O evento ainda tem o patrocínio do Banco Oficial do ENIC e da FEICON, a Caixa Econômica Federal, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP), Mútua, Sebrae Nacional, Housi, Senior, Brain, Tecverde, Softplan, Construcode, TUYA, Mtrix, Brick Up, Informakon, Predialize, ConstructIn, e Pasi. 

 

Na busca por um desenvolvimento sustentável, a equidade e a sustentabilidade na construção emergem como temas cruciais, destacando o impacto social como um pilar fundamental. A construção desempenha um papel significativo na economia global, mas também é responsável por uma parcela considerável dos impactos ambientais e sociais. Portanto, promover a equidade e a sustentabilidade nesse setor é essencial para garantir um futuro mais justo e sustentável para todos. 

Antônio Carlos Salgueiro de Araújo, presidente do Seconci Brasil, pontuou o objetivo da criação da entidade e a importância do cuidado com os colaboradores da construção. “O objetivo era cuidar do trabalhador da construção, que vinha do Nordeste e não tinha cuidados. É o lado social da construção, atender com qualidade e respeito os trabalhadores”, disse.  

Araújo reforça que o número de empresas afiliadas ao Seconci ainda é pequeno. “Apenas 30% das empresas do Estado de São Paulo são afiliadas ao Seconci. Gostaríamos que todas as empresas fossem afiliadas, não pela empresa, mas sim pelo trabalhador e pela sua família”, destacou.  

Valorização da educação — A gerente executiva do Seconci Brasil, Denise Noleto, apontou o modelo Seconci como ferramenta das empresas de construção para promoção do desenvolvimento de seus trabalhadores. “É olhar para o lado social da construção e de seus colaboradores”, pontuou. 

A gestora geral do Instituto MRV, Blenda Costa Alves e a gerente sênior de responsabilidade social do Instituto Cyrela, Débora Costa Galvão, representantes de empresas do setor de construção, compartilham uma visão comum: a importância da educação como catalisadora da mudança social. Elas enfatizam que é fundamental oferecer oportunidades educacionais diretamente nos canteiros de obras, tornando mais acessível o conhecimento necessário para transformar realidades. 

Blenda destaca que é perfeitamente viável realizar serviços sociais dentro do contexto da construção.  “A educação é a chave para a transformação, acreditamos no educar para transformar”, pontuou. Ela propõe três pilares fundamentais: facilitar o acesso à educação, fornecer orientação sobre por onde começar e promover a cultura da educação nos canteiros de obras. 

Por sua vez, Débora ressaltou que a educação é uma contribuição valiosa para a sociedade. Ela sugere que as empresas forneçam ferramentas tanto para alunos quanto para professores, visando elevar a qualidade da educação. Além disso, destaca a importância de programas de investimento social interno, que visam compreender as necessidades dos colaboradores e suas famílias. “Ao entender o contexto, as empresas podem não só melhorar a vida de seus colaboradores, mas também contribuir para o fortalecimento de toda a comunidade, elevando a renda familiar e auxiliando no desenvolvimento do lar como um todo”, disse. 

Ambas enfatizam que há benefícios tanto para as empresas quanto para a sociedade em adotar tais práticas. Os colaboradores se sentem orgulhosos por fazerem parte de uma empresa que se preocupa genuinamente com o bem-estar da comunidade. “Além disso, a imagem da empresa é fortalecida, sendo reconhecida como uma organização séria e responsável, comprometida com a construção de uma sociedade mais igualitária e justa”, concluiu Débora.  

Em suma, como Blenda ressaltou, é essencial que as empresas não apenas peçam por mudanças, mas também ajam de forma responsável, contribuindo ativamente para a transformação social e a construção de um futuro mais inclusivo e sustentável para todos. 

O painel tem interface com o projeto “Responsabilidade Social na Indústria da Construção”, da Comissão de Responsabilidade Social (CRS) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com a correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi). 

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