Industrialização traz inovação e sustentabilidade para a construção

Nos últimos anos, o setor de habitação tem enfrentado grandes desafios como reduzir o déficit habitacional e se adaptar às necessidades trazidas pelas mudanças climáticas. Com isso, tecnologias inovadoras ganham espaço pela possibilidade de tornar obras mais eficientes e sustentáveis, visto que o setor é um dos mais poluentes do mundo, sobretudo na utilização de matéria-prima e geração de resíduos.

Entre as tecnologias em ascensão no mercado está a construção industrializada, que transfere boa parte das obras para dentro de fábrica e entrega os empreendimentos quatro vezes mais rápido do que a alvenaria. Além da agilidade, o modelo off-site garante previsibilidade de orçamento e melhor aproveitamento dos insumos.

O sistema industrializado tem se destacado na resposta a obras emergenciais, permitindo a construção de conjuntos habitacionais e hospitais em tempo recorde. Exemplo disso é o empreendimento entregue em São Sebastião (SP) pela Tecverde, pioneira na construção industrializada na América Latina. A empresa concluiu em apenas um ano um conjunto habitacional com 518 unidades para as famílias afetadas pelo temporal que destruiu o litoral norte de São Paulo no início de 2023.

“A construção industrializada já é realidade e vem ganhando cada vez mais relevância no Brasil, indo muito além de situações emergenciais e se provando uma solução eficiente para obras de interesse social, como a construção de escolas e hospitais. Além de ser uma alternativa versátil para os mais diversos projetos corporativos”, afirma Stael Xavier, diretora comercial da Tecverde.

Com 15 anos de mercado, a companhia trabalha principalmente com painéis em wood frame, que chegam no canteiro com elétrica e hidráulica já instaladas. Os imóveis podem ter até 85% de industrialização, saindo de fábrica praticamente prontos para serem montados no canteiro com um sistema plug-and-play. O ambiente controlado também reduz riscos de acidentes, trazendo mais segurança aos colaboradores.

Outro diferencial são os benefícios ambientais, já que a industrialização traz mais precisão à obra, reduzindo significativamente a geração de resíduos e o consumo de água, por não utilizar argamassa. Com a madeira como matéria-prima, há ainda a captura de carbono e melhor conforto térmico e acústico aos moradores.

Pela menor dependência do canteiro, o modelo também reduz riscos com intempéries, questão cada vez mais relevante, visto que os eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes. Em 2023, foram mais de 1 mil desastres no país, superando os registros dos dois anos anteriores, e quase 3,5 mil alertas, recorde histórico, segundo o Centro Nacional de Desastres Naturais (Cemaden). Manaus (AM), São Paulo (SP) e Petrópolis (RJ) foram os municípios mais atingidos, com alta incidência em toda a faixa leste do país.

Para discutir os avanços da construção industrializada no Brasil, as inovações no setor e seus impactos ambientais, a Tecverde estará presente no 98º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC). A empresa terá um espaço (sala 208 C/D), entre os dias 3 e 4 de abril, em que serão realizadas sete palestras com participação de diversos especialistas.

Entre os assuntos abordados estão novos modelos de moradias e a contribuição de sistemas inovadores para a redução do déficit habitacional e na gestão de riscos por extremos climáticos. Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o evento tem entrada gratuita e será realizado no São Paulo Expo, na capital paulista. Para se inscrever e conferir a programação completa, acesse: https://cbic.org.br/enic/98/.

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