COMAT debate os caminhos da inovação

Cimento ambiental, material em 3D, catálogo de ecossistema de inovação, sistemas de ar condicionado e uma série de ações tecnológicas e inovadoras foram debatidos nesta terça-feira (12), na reunião da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (COMAT) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Com a participação de diferentes setores, o debate, teve o foco na inovação como forma de contribuir para o aumento da qualidade, da competitividade e do crescimento do setor.

O diretor de Planejamento e Mercado da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Valter Frigieri, apresentou o trabalho de inovação que desenvolve com a Universidade de São Paulo: HUBIC. A atividade é voltada à inovação especializada na promoção de soluções pré-competitivas. “Nós olhamos a competitividade, a questão ambiental, a alta produtividade e a qualidade e desempenho”, explicou.

Segundo Frigieri, as empresas são convidadas a participar do projeto. “Nós vamos trazendo as questões com pegada tecnológica, ajudando as empresas participantes do projeto sobre os caminhos que podem ter para a inovação”, disse. Entre os projetos está o que desenvolve um cimento ambiental com redução de CO2 e o de desenvolvimento de solução 3D. “Estamos desenvolvendo um projeto com metade em 3D, analisando os prós e contra, de acordo com equipamento e necessidade”, afirmou Eliana Taniguti, também da HUBIC.

Frigieri afirmou que ainda não há no Brasil a impressão 3D de forma competitiva. “Estamos ainda em um estágio não competitivo. Estamos remando, temos de remar em todos os projetos”, disse.

O diretor técnico da Teknika Projetos, Raul Almeida, afirmou que a escolha do sistema de ar condicionado em prédios corporativos deve obedecer a algumas preocupações: ser eficiente, flexível, ter diferenciais fora do padrão comercial, segurança e as diversas certificações. Segundo ele, empresas internacionais têm exigências e critérios de certificações que precisam ser atendidos, além das normas nacionais.

“Quem decide o tipo de sistema é o cliente. Cabe a nós projetistas indicar as características de cada sistema. O cliente verá qual se encaixa ao seu empreendimento”, afirmou Almeida. O diretor técnico elencou algumas variáveis que são levadas em consideração, como o uso do edifício, se para venda ou locação, o fluxo de caixa, tamanho e disponibilidade de espaços técnicos, o local de implantação e disponibilidade de infraestruturas e manutenção.

Leila Sobral, gestor da COMAT/CBIC, representando o Vice-presidente de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade da entidade, Dionyzio Klavdianos, apresentou o resultado do trabalho desenvolvido sobre projetos com o uso da tecnologia BIM. Segundo ela, há uma integração entre as comissões técnicas da CBIC para o desenvolvimento de um plano estratégico que oriente as iniciativas dos próximos anos para superar as barreiras de progresso do BIM e acelerar a transformação tecnológica e inovação em projetos. “Estamos trabalhando em torno do ponto de vista do empresário, podemos contribuir para estruturar planos estratégicos para a montagem de um bom orçamento”, disse.

Durante o evento, o professor da Universidade Federal de Pernambuco, Fábio Queda, reforçou a ligação entre a industrialização e BIM com apresentação sobre o Projeto Construção 2030. Segundo ele, um Projeto Piloto de Plataforma de desenvolvimento integrado está sendo estruturado. “O objetivo a médio prazo é realizar um piloto de desenvolvimento e implementação de uma plataforma de produto para demonstrar a viabilidade e a possibilidade de alavancar e integrar a cadeia produtiva da construção”, disse. Para isso, explicou, serão identificadas as demandas do setor público que podem ser alvo do projeto.

O professor também divulgou o documento “Inovação Aberta e em Rede na Construção Civil – Catálogo de Hubs, Programas e Ecossistemas de Inovação no Brasil”, elaborado pela CBIC. O catálogo reúne de forma sistemática a estrutura e os componentes desses ecossistemas, além dos conceitos para o entendimento mais abrangente de inovação aberta. O catálogo reúne 23 componentes, mas se trata de uma obra aberta. “Procuramos trazer os atores de inovação, e fazer o levantamento mais amplo possível.  Mas ele não está completo e pode ser adicionado”, afirmou.

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