Quintas CBIC: inovação e cenário atual abrem caminho para mulheres

A modernização da indústria da construção com novas tecnologias e a necessidade de mão de obra qualificada frente ao grande desafio do déficit habitacional e de infraestrutura do país abrem caminhos para maior participação de mulheres no setor. Esse cenário foi debatido na live “Quintas CBIC” de hoje (7), que destacou os “Avanços e desafios para a inclusão da mulher na indústria da construção”, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de Março.

Os movimentos atuais de inovação e de execução de projetos como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) são vistos como uma mudança no panorama brasileiro. “Nós seremos rapidamente empurrados para migrar de uma construção 2.0 para uma construção 4.0. Uma construção industrializada, eficiente, de montagem. Isso é muito bom para a sociedade e para quem trabalha no setor”, afirmou Renato Correia, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). De acordo com Correia, engenheiras em posição de liderança são menos de 20% no setor.

No comando do projeto Elas Constroem, promovido pela CBIC, Ana Cláudia Gomes, vice-presidente da área de Responsabilidade Social da entidade, afirmou que o trabalho está mais direcionado a preparar mulheres líderes. Ela afirmou que o projeto trata de igualdade de oportunidade e nunca de competição. “Principalmente, no momento de muita oportunidade de um apagão de mão de obra, quando a gente precisa de pessoas qualificadas”, disse.

A presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Sul Fluminense (Sinduscon-SF), Elissandra Cândido, ressaltou a importância de as profissionais enfrentarem a cultura existente no setor, ocupado em sua grande parte por homens, para uma maior inserção na indústria da construção. “Há uma carência das mulheres capacitadas e com coragem de romper a bolha”, afirmou. Ela destacou a importância da capacitação para que mais mulheres ocupem postos de direção nas entidades e nas empresas. Com formação na área de recursos humanos, Elissandra Cândido é CEO de empresa de obras industriais, além de dirigente sindical.

A arquiteta Patrícia Sarquis Herden, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), afirmou que a participação das mulheres na direção de entidades vem crescendo. “O papel é compartilhado e a alternância também é salutar. Com isso, vamos ter o olhar da mulher e também do masculino. A partir disso, vamos agregando cada vez mais essa cadeia de conhecimento, essa transferência de capital intelectual”, disse.

Patrícia afirmou que liderança não é um cargo essencialmente masculino. “Líder é líder. Quando você se posiciona como líder, independentemente de ser homem ou mulher, vai ter a sua voz ouvida. É falar de forma clara, assertiva, objetiva”, completou.

Segundo Ana Cláudia, preparar mulheres líderes resulta em crescimento mais rápido. “Quando há uma mulher que está liderando, ela pensa diferente e gera ações, projetos e oportunidades diferentes, porque tem a sensibilidade e sabe os desafios que mulheres passam”, finalizou.

Clique aqui e confira a live na íntegra! 

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