Mulheres na construção: superando desafios e conciliando a maternidade

No universo desafiador da indústria da construção, as mulheres têm se destacado cada vez mais, com determinação e resiliência, conquistando espaço em diferentes áreas da construção, incluindo engenharia, arquitetura, gestão de projetos e trabalho nas obras. A realidade da maternidade muitas vezes apresenta obstáculos significativos.  

Apesar desses desafios, muitas mulheres no setor têm encontrado maneiras criativas de superar as dificuldades e prosperar em suas carreiras enquanto cuidam de suas famílias. As iniciativas de networking e grupos de apoio específicos para mulheres na construção estão surgindo, proporcionando um espaço para compartilhar experiências, trocar conselhos e buscar soluções para os desafios enfrentados pelas mães. 

O Concreto Rosa, por exemplo, é uma empresa que busca atender as mulheres com uma equipe diversificada, promovendo a inclusão feminina em diversas áreas, como engenharia, arquitetura, pintura, elétrica, hidráulica e design de interiores. A intenção é fomentar um diálogo inclusivo em um setor que ofereça oportunidades para todos. Com isso, a criação da empresa foi motivada pela observação da escassez de mulheres trabalhando nos serviços diários desse ramo. 

Geisa Garibaldi, fundadora do Concreto Rosa, é mãe do Kaetano, empreendedora, estudante, pedreira, bombeira hidráulica, eletricista, pintora, instrutora e apresentadora do programa “Quebra Tudo”, produzido pelo canal GNT.  

Para a mãe do Kaetano, um dos maiores desafios que as mulheres têm em comum é enfrentar o mercado, “O desafio é conseguir enfrentar o mercado, porque temos questões que são muito amplas, e que abrangem questões pessoais, na maioria das vezes somos nós mulheres que temos que nos preocupar com as crianças, e somos nós mulheres que estamos preocupadas com o cuidado, e somos nós, muitas vezes, que somos as provedoras das famílias, mães solos. E como conseguiremos contratar e manter essas mulheres dentro dos canteiros, das incorporadoras, das administradoras?”, destacou.  

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres representam aproximadamente 10% da força de trabalho na construção. Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou que cerca de 40% das mulheres mães na construção enfrentam dificuldades para conciliar o trabalho com os cuidados dos filhos.  

Garibaldi pontuou a importância da união feminina para que haja uma mudança de perspectiva, “A diversidade faz bem para todo mundo, a gente só tem a ganhar, a gente precisa de mais mulheres juntas para conseguir fazer a diferença e mudar a nossa perspectiva”, frisou. 

A empreendedora reforça ainda a necessidade do reconhecimento do movimento das mulheres e de mais oportunidades no setor, sobretudo para mulheres negras. 

À medida que a indústria da construção continua a evoluir e a diversificar, é fundamental que as empresas reconheçam e valorizem as contribuições das mulheres, incluindo aquelas que são mães. Ao criar ambientes de trabalho mais inclusivos e apoiadores, a indústria pode não apenas atrair e reter talentos femininos, mas também promover a equidade de gênero e facilitar o sucesso profissional das mulheres, independentemente de sua situação familiar. 

Ao longo da semana novas histórias de mulheres na construção serão contadas no site. Fique por dentro!   

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