O avanço da descarbonização na indústria da construção

A busca pela redução dos impactos ambientais na indústria da construção avança como um dever coletivo que pode ser alcançado por diferentes portes de empresas em todo o país. Ao abraçarem o pilar da sustentabilidade, além de cumprirem um compromisso tangível com a responsabilidade ambiental, as empresas colhem benefícios econômicos e sociais de grande impacto e relevância no mercado. 

Para disseminar o conceito verde e desmistificar a ideia de que apenas grandes empreendimentos ou de alto padrão conseguem inserir fundamentos da sustentabilidade em suas rotinas, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) tem apoiado ações que incentivem a transição do setor para uma economia de baixo carbono. A redução da emissão de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), no setor visa minimizar o aumento da temperatura global e impactos como os eventos climáticos extremos.  

Como alternativa para promover uma mudança positiva no setor construtivo em relação à qualidade, à sustentabilidade e à inovação, as certificações ambientais podem ser um pontapé inicial para as mudanças no mercado, apontou a diretora de sustentabilidade da primeira empresa de consultoria reconhecida como EDGE Champion no Brasil e no mundo – Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), Adriana Hansen.

O processo de certificação incentiva práticas mais sustentáveis no setor através da promoção de novos modelos que visam reduzir o consumo de energia, incentivar o uso adequado da água, garantir o tratamento correto dos resíduos sólidos e minimizar a utilização de insumos naturais, destaca o vice-presidente de meio ambiente e sustentabilidade da CBIC, Nilson Sarti. 

“Ações como a busca por certificações verdes são fundamentais para cumprir os compromissos assumidos pelo Brasil e pelo setor no Acordo de Paris de redução das emissões de gases de efeito estufa, que é uma premissa essencial para alcançar o desenvolvimento sustentável”, apontou. 

O EDGE é um sistema de certificação de construção sustentável desenvolvido pela IFC, membro do Grupo Banco Mundial. De acordo com a instituição, a certificação EDGE permite que a cadeia produtiva do setor da construção mensure a otimização de recursos em seus projetos, “resultando em edificações mais atraentes e com alto valor agregado. Em virtude de ser um processo de certificação simplificado e ágil, o EDGE acompanha o ritmo de quem precisa estar sempre à frente nas tendências de construção sustentável”, aponta a IFC. 

De acordo com Adriana Hansen, o mercado tem disponibilizado diversas certificações que reconhecem o compromisso das empresas que reduzem os impactos ambientais e sociais causados pelas edificações nas cidades. Segundo a diretora de sustentabilidade, para as marcas que pretendem iniciar um posicionamento estratégico na agenda ESG (ambiental, social e governança, em inglês), a certificação EDGE (Excellence in Design for Greater Efficiencies) tem sido uma boa alternativa. 

Segundo Adriana, a certificação busca soluções para três principais questões: água, energia e carbono embutido nos materiais. “É lógico que várias abordagens ficam de fora, mas para quem está começando a caminhar para um posicionamento estratégico, para empreendimentos residenciais, como por exemplo empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida, é um bom começo. O EDGE vai direto ao ponto”, exemplificou. 

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