Certificação EDGE pode ser alavanca estratégica para a transformação ESG

Em um mundo onde os recursos naturais estão se esgotando e as preocupações com as mudanças climáticas são crescentes, os edifícios sustentáveis desempenham papel vital na redução do consumo de energia e de água, assim como na minimização do impacto ambiental.

Atenta em adotar práticas mais responsáveis, a indústria da construção, consciente do seu papel em promover o bem-estar humano e o desenvolvimento econômico do país, tem buscado alternativas para mitigar os impactos no meio ambiente e incentivar a sustentabilidade no setor.

Prova disso está no aumento dos empreendimentos que vêm adotando as certificações sustentáveis, como a certificação EDGE (Excellence in Design for Greater Efficiencies). Desenvolvida pela Internacional Finance Corporation (IFC), organização do Grupo Banco Mundial, o selo se destina a incentivar e reconhecer o desenvolvimento de edifícios verdes e energeticamente eficientes, como pontapé inicial na agenda ESG – voltada às práticas ambientais, sociais e de governança.

Certificando edifícios habitacionais e comerciais, o selo impulsiona a transição para um mercado mais sustentável e ecologicamente consciente. “A iniciativa desempenha papel fundamental na promoção da conscientização sobre a importância da sustentabilidade e na promoção de uma cultura de responsabilidade ambiental no setor imobiliário”,  apontou a CEO da Quanta Studio e responsável por assessorar mais de 60 projetos EDGE no Brasil, Daniela Corcuera.

Para Daniela, o EDGE deve ser incorporado logo na concepção do projeto pois, além de certificação, é uma ferramenta para entender os custos das estratégias que serão implementadas e qual o retorno do investimento. “O EDGE pode ser usado na fase embrionária da definição dos projetos. Normalmente, o projeto chega pronto, mas o processo é totalmente diferente quando você acompanha desde o começo. Ao participar desde a concepção do empreendimento, você tem maior poder de ação sobre o produto final a um menor custo. Fazer mudanças depois que o projeto está avançado significa retrabalho com projeto; às vezes o orçamento já está definido e não cabem as ações que visam maior sustentabilidade do empreendimento”, aponta Daniela.

Em empreendimentos comerciais, por exemplo, a certificação EDGE pode aumentar o valor de mercado e a atratividade do edifício para potenciais locatários e investidores, uma vez que a sustentabilidade e a eficiência energética se tornaram cada vez mais importantes no setor imobiliário comercial, corroborou o vice-presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Nilson Sarti.

Ao incentivar a adoção de tecnologias de construção mais ecológicas, a certificação estimula a eficiência energética e a conservação de recursos, reduzindo o desperdício e as emissões de carbono. Além disso, a certificação EDGE desempenha um papel fundamental na promoção da conscientização sobre a importância da sustentabilidade e na promoção de uma cultura de responsabilidade ambiental no setor imobiliário. Ao estabelecer padrões claros e mensuráveis para a construção ecológica, a certificação EDGE ajuda a impulsionar o avanço rumo a um futuro mais sustentável e resiliente, alinhado com as metas globais de desenvolvimento sustentável, apontou Daniela Corcuera.

Em Salvador, as certificações têm avançado. Em dezembro, começa a operar a primeira loja da Leroy Merlin com certificação EDGE. De acordo com a diretora de obras da empresa, Andreia Abreu, o selo destaca a ecoeficiência das construções, e recebê-lo é muito importante. “Ficamos muito felizes em conquistarmos esses resultados, uma vez que comprovam que a nossa construção e edifícios podem ser eficientes e ao mesmo tempo sustentável gerando menos impacto ao meio ambiente. Para nós, receber uma certificação como essa é de total importância, uma vez que é crescente a necessidade de que o mercado invista em construções com requisitos de sustentabilidade, contribuindo, assim, para mitigar os impactos da construção”, disse Andreia.

“Na nossa rede, nós temos a visão ampliada de que o planeta é o nosso lar e por isso precisamos cuidar dele, por isso para nós é natural pensar o desenvolvimento econômico contribuindo positivamente para a sociedade e o meio ambiente”, afirmou. Segundo Andreia Abreu, além de ser uma aliada para os compromissos de sustentabilidade e fundamentais para a construção de um futuro positivo para todos, a construção sustentável pode trazer enormes ganhos, uma vez que contribui para a redução de custos no processo construtivo, valorizando os empreendimentos e, principalmente, contribuindo para proporcionar espaços mais agradáveis que oferecem melhor qualidade para os consumidores.

O tema tem interface com o projeto “Cenários e Transição para uma Economia da Indústria da Construção de Baixo Carbono”, da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da CBIC, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

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