CBIC eleva debate sobre ESG como sucesso nos empreendimentos

Na última quarta-feira (13), a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) reuniu duas de suas comissões para debater “ESG como caminho para o sucesso dos empreendimentos”. As Comissões de Obras Industriais e Corporativas (COIC) e de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CMA) da entidade, junto com a Internacional Finance Corporation (IFC), membro do Banco Mundial, ampliaram o debate sobre soluções sustentáveis para o setor da construção.

Durante o evento, conduzido pelo vice-presidente de obras industriais e corporativas da CBIC, Ilso Oliveira, o vice-presidente da CBIC, Eduardo Aroeira, destacou a importância do evento e ressaltou a importância da parceria com a IFC. “Ao reunirmos os temas voltadas às obras industriais e corporativas e meio ambiente, abordamos duas das principais pautas da CBIC. Essa integração com os temas é essencial, além da parceria com o IFC, que permite maior disseminação de práticas sustentáveis em nosso setor”, disse.

A consultora para o Programa de Transformação de Mercado para as Construções Sustentáveis da IFC no Brasil, Liliani Souza, apresentou sobre a IFC e  o programa de edifícios verdes e a certificação EDGE, desenvolvida pela IFC. O referido programa foi implantado no Brasil em julho de 2022, iniciando pelos municípios da região amazônica.

A certificação EDGE conta, atualmente, com 24 milhões de m² certificados na América Latina, dos quais 1.4 milhões se encontram no Brasil.

“O software desenvolvido pela IFC mostra o retorno de investimentos para cada estratégia de eficiência definida na certificação, reduzindo custos e acelerando o projeto e a tomada de decisão. Para a certificação de uma edificação, o padrão EDGE concentra-se em três categorias de emprego eficientes dos recursos naturais, sendo necessário o alcance mínimo de 20% em água, 20% em energia e 20% em carbono embutido nos materiais”, detalhou.

Durante o evento, Liliani informou que a IFC reconheceu a primeira empresa no Brasil a obter o reconhecimento EDGE Champion, que enquadra empresas que firmam o compromisso em certificar 80% ou mais de seus portfólios com EDGE ou em certificar mais de 1 milhão de m². A primeira empresa com este reconhecimento no Brasil foi a, CTE –  Centro de Tecnologia de Edificações, de consultoria e gerenciamento especializada em qualidade, tecnologia, gestão, sustentabilidade e inovação para o setor da construção.

A diretora de sustentabilidade da CTE, Adriana Hansen, participou do evento e comemorou a certificação. “É uma conquista muito grande receber esse reconhecimento. Nós temos mais de 450 projetos já certificados entre as diversas certificações que atuam no Brasil”, disse.

De acordo com Adriana, desde que o EDGE chegou no país, a equipe tem apostado na certificação por ser uma ferramenta fundamental para popularizar o green building. “O EDGE tem uma estrutura que trabalha energia, água e carbono. Essa abordagem facilita a entrada de novas tipologias, e instiga ao mercado entender como adotar soluções que não tem alto custo de entrada mas que possuem benefícios de curto, médio e longo prazo, proporcionando uma maior democratização do mercado”, disse.

Sobre o papel da engenharia e da sustentabilidade, o membro do Comitê de Inteligência Estratégica da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ricardo Fabel, afirmou que a engenharia é protagonista na questão do ESG (ambientais, sociais e de governança). “Sem a engenharia a gente não faz nada. É preciso trazer a valorização da engenharia desde a fase de viabilidade do projeto, e mostrar os trabalhos que já têm sido realizados pelo setor”, disse.

Fabel levantou soluções técnicas para o avanço da participação no tema e  alertou sobre a necessidade de atenção à perenidade das empresas. “Precisamos desenvolver ações de sustentabilidade para as novas gerações, mas as empresas precisam ter perenidade. Sem lucratividade não existe negócio. Para ter um desenvolvimento sustentável, é necessário pensar em soluções inovadoras. O ESG possui papel relevante para o amadurecimento da gestão e perenidade das organizações.”, afirmou.

Ainda durante o encontro o diretor de desenvolvimento e sustentabilidade da Reta Engenharia, Thiago Melo, apresentou a cartilha ESG no Segmento de Obras Industriais e Corporativas, desenvolvida pelo Sinduscon-MG e CBIC, em parceria com a Fundação Dom Cabral e o SENAI em 2022, e anunciou sua tradução para o inglês e espanhol, já em andamento.

O objetivo da cartilha é despertar o interesse genuíno das empresas, profissionais e entidades do segmento da indústria da construção para o tema ESG, além de suscitar discussões sobre o tema com um olhar mais profissional para o ESG, destacou Melo. “É preciso desafiar e pensar de que forma podemos contribuir. Dessa forma, certamente, vamos encontrar caminhos para que nossa cadeia se torne mais sustentável”, apontou.

Segundo Ilso Oliveira, a tradução do material permite uma maior disseminação para um tema que tem ganhado cada vez mais espaço e importância mundialmente. “O ESG tem avançado e é importante que nosso setor universalize a noção de que empresas da indústria da construção com práticas de sustentabilidade conseguem ter ganhos econômicos maiores do que empresas que não adotam a agenda ESG”, disse.

Com o propósito de transformar conhecimento em legado para a sociedade, Melo também destacou o case sobre a Maratona da Leitura – Jornada do livro. Além do case BIM 6D – Green CAPEX, que visa o trabalho para que projetos que emitam menos carbono.

Assista aqui a apresentação completa!

 

Reunião de balanço COIC

Após o webinar “ESG como caminho para o sucesso dos empreendimentos”, a Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC) da CBIC promoveu a última reunião do ano apresentando o status da pesquisa apresentada pelo Marcello Guerra, diretor geral da Somatório Inteligência Direcionada que destaca empresas que representam o setor de obras industriais e corporativas no Brasil.

Ainda durante a reunião, foram comentadas atividades realizadas pela comissão e debatidas, com os  representantes da comissão, propostas para o próximo ano.

 

O evento é uma iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), da IFC/Banco Mundial – EDGE, com a Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CMA) e da Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC) da CBIC, com apoio do SESI e SENAI.

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