97º ENIC: Reforma Administrativa deve estimular a competitividade do

Reforma Administrativa como pilar de crescimento sustentado foi tema do primeiro painel do 97º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), nesta terça-feira (12), em Brasília. O evento, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), abordou a relevância da responsabilidade fiscal como fator decisivo para estimular o investimento e a competitividade das empresas e da economia. “Consideramos o tema muito importante para o avanço do Brasil e queremos contribuir para que o assunto evolua”, destacou o presidente da CBIC, Renato Correia

Eduardo Aroeira, vice-presidente da entidade, reforçou a importância das reformas, mas ponderou que a sustentabilidade fiscal não é o único remédio para direcionar o país para a modernidade. “Quem enxerga o dia a dia da população percebe que são necessárias ações que vão além da questão fiscal. É uma questão de produtividade e eficiência”, explicou.

De acordo com Aroeira, o arcabouço jurídico do Brasil pode dificultar a tecnologia e a inovação no serviço público e, por isso, são necessárias soluções que garantam qualidade, competitividade e o desenvolvimento para o país. Para o vice-presidente da CBIC, a Reforma Administrativa pode significar maior produtividade para o Brasil.

O tema já vem sendo debatido no Congresso Nacional, com a tramitação de propostas sobre o assunto. Para o deputado federal Joaquim Passarinho (PL-PA), a reforma deve garantir maior eficiência no atendimento à população, mas precisa de maior envolvimento e posicionamento da sociedade. “É preciso ampliar o debate sobre a qualidade dos gastos no serviço público. Precisamos envolver toda a população, pois esse gasto é da sociedade”, lembrou.

Para o parlamentar, a qualidade nos gastos públicos vai resultar em maior produtividade. “É preciso que o setor produtivo do país seja protagonista do processo. O Congresso Nacional está conduzindo o tema, mas unir forças é essencial para que se tenha uma reforma ampla e apropriada”, apontou.

O vice-presidente da Indústria Imobiliária da CBIC, Ely Wertheim, reforçou que a Reforma Administrativa é a “Reforma das Reformas” e que já está madura para avançar. “O tamanho do Estado reflete na falta de competitividade. Nosso país vai ficando para trás”, lamentou. 

Wertheim apontou que a Reforma poderia ser chamada de “orçamento familiar”, para explicar a importância do assunto. “É como se fosse uma  grande família. Então, é preciso avaliar quanto dinheiro temos disponível para depois analisar como vão ser os gastos”, exemplificou. 

O presidente do Instituto Unidos Brasil (IUB), Nabil Sahyoun, apresentou o projeto desempenhado pela instituição e detalhou a importância da Reforma para o futuro do Brasil. Para ele, é necessário minimizar os custos do país para enfrentar os desafios do setor produtivo. “Reforma Administrativa é uma questão de justiça. Nossa causa é o Brasil. É preciso de uma Reforma já, pois a sociedade não aguenta mais as injustiças vivenciadas, e quem pode mudar isso é a sociedade”, apontou.

“A Reforma Administrativa é para toda a sociedade, trabalhadores, empresários, servidores públicos. Para se chegar à prosperidade é preciso de combustível e motor em funcionamento, e só será possível atingir essa prosperidade com a Reforma”, concluiu o vice-presidente da CBIC, Eduardo Aroeira. 

O 97º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC) é realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC); tem o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi); e o patrocínio da PlanRadar, Softplan, Mútua-Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA, Multiplike, Associação Nacional de Correspondentes Caixa Aqui (ANCCA), do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e da Caixa Econômica Federal.

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