“Vamos fechar 2023 com 550 mil financiamentos do MCMV”, anuncia Jader Filho em reunião da CBIC

O ministro das Cidades, Jader Filho, revelou durante reunião do Conselho de Administração da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta segunda-feira (11), que o programa habitacional Minha Casa Minha Vida está superando as expectativas para o ano de 2023. De acordo com o ministro, o programa fechará o ano com cerca de 550 mil financiamentos, superando a meta inicial de 375 mil.

Durante o evento, o ministro destacou a importância do diálogo e da colaboração entre os diversos atores envolvidos no andamento do programa. Ele parabenizou a iniciativa privada, representantes das entidades estaduais e enfatizou o papel crucial das parcerias estabelecidas para impulsionar o progresso do MCMV.

“Esse ano a gente fecha um ano muito proveitoso dessa parceria que nós firmamos. A recriação do Ministério das Cidades e o diálogo constante nos permitiram avançar em muitos aspectos na política do Minha Casa Minha Vida”, afirmou.

Jader Filho destacou que a meta original para 2023 era de 375 mil financiamentos pelo programa e a notícia de que o MCMV atingirá 550 mil é motivo de comemoração. Ele ressaltou que o sucesso não é apenas mérito do Ministério das Cidades ou da Caixa, mas resultado de um esforço conjunto e do diálogo contínuo. “Isso não é uma mão só, isso não é um mérito do Ministério da Cidade, isso não é um mérito da Caixa. Isso é um mérito desse diálogo, dessa conversa que nós firmamos e foi possível fazer situações como essa acontecerem”, destacou o ministro.

Diagnóstico da Região Norte: Desafios e Perspectivas

Durante o encontro, o vice-presidente da área de Habitação de Interesse Social (CHIS) da CBIC, Clausens Duarte, apresentou ao ministro um diagnóstico abrangente sobre a situação habitacional na região Norte do país, destacando os desafios e as oportunidades que a região possui. 

“A região Norte representa 42% da área do Brasil, contudo, apenas 8,5% da população reside nessa vasta área, contribuindo com pouco mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, enfrentamos um desafio significativo em relação ao déficit habitacional, proporcionalmente superior às demais regiões do país, atingindo uma taxa de 2,2%, enquanto a média nacional é de 2,9%”, disse.

Duarte ressaltou a discrepância na execução do orçamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na região, em que apenas 22% do orçamento original foi utilizado, representando meros 2% das contratações nacionais. Ele enfatizou que a região responde por apenas 2,3% do Valor Geral de Vendas (VGV) nacional e 2,6% do número de unidades contratadas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida no período de 2019 a 2022, apesar de representar uma parcela significativa da população e do déficit habitacional do país.

Ao analisar os ajustes realizados no MCMV, Duarte revelou que o interesse de compra na região Norte é comparável ao de outras regiões e a inadimplência também está em linha com a média nacional. Entretanto, fatores como renda mais baixa, maior informalidade e uma taxa de desemprego superior à média nacional contribuem para o desafio enfrentado pela região na execução de contratações do FGTS.

Duarte concluiu sua apresentação destacando a necessidade de estratégias específicas para o Norte, considerando suas características únicas. Ele enfatizou a importância de medidas direcionadas que levem em conta a realidade socioeconômica local, visando superar os desafios e impulsionar a habitação na região.

Em resposta ao diagnóstico apresentado por Clausens, o ministro reforçou seu compromisso em não desequilibrar o crescimento entre as regiões do país, enfatizando a importância de um desenvolvimento equilibrado. Ele expressou sua confiança no potencial de crescimento do Brasil de maneira uniforme, alinhado com as metas estabelecidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Esse é o compromisso do presidente Lula, foi isso que o presidente nos deu como missão. Que a gente possa fazer o Brasil crescer de uma maneira igual”, afirmou o ministro.

O ministro das Cidades ainda anunciou planos para o próximo ano, destacando a perspectiva positiva para o mercado do Minha Casa, Minha Vida. Ele mencionou a realização de seleções para contratação de obras em diversas áreas, movimentando o setor da construção e contribuindo para a geração de emprego e renda no país.

Na mesma linha do ministro, o presidente da CBIC, Renato Correia, reafirmou o compromisso do setor em trabalhar em conjunto para que o programa MCMV continue progredindo com sucesso. “Agradecemos a presença do ministro e valorizamos a parceria que temos construído ao longo do tempo. Essa colaboração é fundamental para o sucesso do Minha Casa Minha Vida e para a redução do déficit habitacional do país”, declarou o presidente da CBIC.

Renato Correia destacou a importância da parceria entre o setor privado e o governo para superar os desafios e impulsionar o acesso à moradia no país. Ele reconheceu os avanços alcançados até o momento e ressaltou a necessidade contínua de aprimorar e aperfeiçoar o programa para atender às demandas crescentes da população.

“O setor da construção civil está comprometido em trabalhar em conjunto com o governo para enfrentar os desafios que surgem. Nosso objetivo é contribuir para o crescimento sustentável do Programa Minha Casa, Minha Vida, assegurando que mais brasileiros tenham acesso à moradia digna”, afirmou Correia.

O presidente da CBIC ainda enfatizou a importância do diálogo constante entre o setor privado, o governo e demais partes interessadas. Ele expressou otimismo em relação ao futuro do MCMV, destacando a perspectiva de novas oportunidades e a expansão do programa. “Acreditamos que, ao mantermos uma comunicação aberta e colaborativa, seremos capazes de superar desafios e encontrar soluções inovadoras. Estamos comprometidos em fazer a nossa parte para impulsionar o setor habitacional e contribuir para o desenvolvimento do país”, concluiu Renato Correia. 

Ao final do evento, o ministro recebeu um exemplar do estudo feito pela CBIC sobre o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): “Novo Programa de Aceleração do Crescimento e Principais Desafios”. 

“É uma contribuição ao ministério. Um estudo detalhado sobre esse importantíssimo programa lançado para fomentar a infraestrutura do país, o novo PAC. Trouxemos também os pontos positivos e sugestões para aprimorar o programa. E a partir dessa análise saíram algumas propostas”, disse o vice-presidente de infraestrutura da CBIC, Carlos Eduardo Lima Jorge, ao entregar o exemplar para o ministro Jader.

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