CBIC debate futuro da sustentabilidade na construção

Tendências e perspectivas do cenário sustentável na indústria da construção foram destaques da reunião da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta terça-feira (07). Em 2023, o debate sobre o tema tem sido prioritário para a entidade, de acordo com o vice-presidente de meio ambiente e sustentabilidade da CBIC, Nilson Sarti. 

“Estamos em um momento de encaminhar o setor da construção para uma transição energética, em busca da economia de baixo carbono. É papel da CBIC direcionar e orientar sobre sustentabilidade e colocar o setor para frente. Quem não se preparar e se posicionar, vai ficar para trás”, afirmou.

Durante o encontro online, o presidente do conselho consultivo da CBIC, José Carlos Martins, explicou o trabalho que a entidade tem realizado para avançar o aculturamento da construção com madeira no Brasil. Martins explicou que o processo produtivo do setor conta com materiais que inevitavelmente emitem carbono para o meio ambiente e a madeira é um tipo de material que pode agregar nesse processo e reduzir os impactos no meio ambiente. “As ações de sustentabilidade são uma mudança inevitável, precisamos pensar se queremos ser reféns ou protagonistas desse avanço”, apontou.

Martins destacou que a sustentabilidade, a construção com madeira e o avanço do processo de industrialização do setor andam juntos. “Industrializar os processos é diminuir resíduos das obras. A madeira veio para agregar, em busca de um processo construtivo mais tranquilo, com responsabilidade social ambiental pensando tanto no trabalhador, quanto no meio ambiente. Isso é o que nos move em busca desse objetivo de trazer a madeira para o dia a dia”, disse. 

O consultor técnico da CMA da CBIC e ex-prefeito de Maringá (PR), Silvio Barros, esclareceu o trabalho desempenhado no sul do país. “No Paraná a  construção com madeira engenheirada é uma tendência para ampliação do futuro e uma oportunidade da construção civil sequestrar carbono do meio ambiente ao invés de emitir”, apontou. 

Barros também explicou durante a reunião sobre a Missão Internacional realizada pela comitiva internacional composta pela CBIC e diversos integrantes do ecossistema da construção e destacou as perspectivas para 2024. “Estamos trabalhando para entender com profundidade os processos construtivos sustentáveis e ampliar o debate sobre as novas tendências e realidades do mercado internacional”. 

Além da madeira, o Brasil tem avançado nas edificações sustentáveis. A consultora da International Finance Corporation (IFC) – instituição membro do Banco Mundial para construções sustentáveis, Liliani Quirino, apresentou a parceria realizada com a CBIC, e os ganhos que o setor tem com as certificações. “Essa é uma agenda global, que não tem mais volta. Precisamos trazer essa agenda cada vez mais para ser incorporada na prática”, disse. 

Nilson Sarti, destacou outros temas que a CMA tem acompanhado: o projeto de lei 412/2022, que traz o regulação em torno do mercado de carbono; o andamento da Lei Geral de Licenciamento Ambiental e apoio à implantação de ferramentas de incentivos à construção sustentável, como o IPTU verde; além do acompanhamento e debate sobre o processo de desenvolvimento da taxonomia sustentável brasileira, submetido recentemente em consulta pública, que visa transformar e orientar a economia do Brasil para a sustentabilidade. A iniciativa do Ministério da Fazenda tem como objetivo a adoção de parâmetros para classificar as atividades econômicas sustentáveis de diversos setores.

“A CBIC tem se empenhado em promover ações voltadas para a adoção das práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) para atender os novos desafios que o setor está enfrentando e, os desafios são novas oportunidades para o setor avançar”, pontuou Sarti. 

O tema tem interface com o projeto “Cenários e Transição para uma Economia da Indústria da Construção de Baixo Carbono” da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da CBIC, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional) e com o  o projeto “O Futuro da Minha Cidade”, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi).

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