Com a presença da CBIC, Incorpora 2023 marca retomada do otimismo no setor

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, marcou presença na 6ª edição do Incorpora – Fórum Brasileiro de Incorporadoras 2023, realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), no dia 26/09, no Centro de Eventos do Hotel Grand Mercure Vila Olímpia, em São Paulo.

O evento foi marcado por intensos debates sobre as perspectivas e desafios do mercado imobiliário brasileiro, com os principais players do setor, líderes políticos e pesquisadores que se reuniram para discutir as perspectivas e desafios do mercado imobiliário brasileiro. Renato Correia participou do painel sobre o “Resgate da humanidade: pesquisa dos impactos positivos dos programas de HIS”.

Renato Correia, presidente da CBIC. Foto: Divulgação/Abrainc

Neste ano, o evento começou com um bate-papo entre Elie Horn, fundador do grupo Cyrela e empresário do setor, e o jornalista Willian Wack. A dupla discutiu temas cruciais, como política fiscal, taxas de juros e o futuro da construção e incorporação. O empresário ressaltou a importância da filantropia e de se pensar nas camadas menos favorecidas da sociedade.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, participou com uma mensagem ao público presente e destacou o aumento significativo nos recursos destinados à habitação popular no Brasil, elevando o montante para R$ 10,4 bilhões no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV): um aumento de 12.650%. Também foi reestabelecida o Faixa 1, destinado às famílias com renda mensal bruta de até R$ 2.640.

Durante a abertura do evento, o presidente da Abrainc, Luiz França, enfatizou a importância do setor imobiliário para a economia do Brasil lembrando que a construção gerou 17% dos empregos formais no país. Ele destacou a necessidade de taxas de juros mais baixas e a diversificação das fontes de financiamento para compradores de imóveis. França também abordou questões de inovação, avanços tecnológicos e burocracia, e explicou as razões para o otimismo da incorporação imobiliária: “Vivemos um momento singular. Os investimentos no setor imobiliário, determinantes para a formação bruta de capital fixo do país, cresceram no segundo trimestre de 2023 em percentuais superiores à média nacional. Esse é um aspecto chave, pois o investimento antecede a criação de empregos e renda; determinando o futuro da economia brasileira”, explicou o executivo.

Propostas para desburocratizar o setor e a importância do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do financiamento imobiliário da Caixa Econômica Federal para combater o déficit habitacional foram temas abordados pela presidente da Caixa, Maria Rita Serrano. Ela enfatizou que a desburocratização reduzirá custos e atenderá às necessidades urgentes da população. “Não há dúvidas que todos perdemos com a burocracia, setor, banco e desburocratizar diminui custos e chega à população que é quem tem pressa”, analisou.

O ministro das Cidades, Jader Filho, destacou o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que trará investimentos significativos para o setor até 2026, especialmente beneficiando o programa Minha Casa, Minha Vida. Ele ressaltou a importância da parceria entre governos e o setor produtivo para atingir a meta de construir dois milhões de unidades habitacionais.

Já o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, enfatizou a necessidade de segurança jurídica e previsibilidade no setor imobiliário. Ele reconheceu o déficit habitacional de cerca de 7 milhões de moradias e a importância de garantir a sustentabilidade do MCMV. Pacheco também destacou a importância de respeitar as decisões políticas do passado, promover a estabilidade institucional e buscar equilíbrio fiscal.

O Incorpora 2023 não se limitou a discutir o panorama atual do mercado imobiliário. Também foram abordados temas relacionados ao funding e à inovação no setor, aspectos fundamentais para o seu desenvolvimento contínuo.

Ao fim do evento, a Abrainc apresentou uma pesquisa que aponta que o MCMV é significativo na melhoria da qualidade de vida de seus beneficiários. O levantamento foi conduzido pela Brain Inteligência Estratégica junto a compradores de imóveis do programa de habitação popular. O levantamento é essencial para entender se o programa está cumprindo seus objetivos de melhorar as condições de moradia e qualidade de vida das famílias de baixa renda no Brasil. “O desafio sempre foi muito grande para quem necessita do benefício. A atenção, agora, deve permanecer na adequação ao estilo de vida de quem precisa, como autônomos e informais, que representam boa parte da pesquisa”, explicou o CEO da empresa de pesquisa, Fábio Tadeu Araújo.

(Com informações da Abrainc)

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