CBIC debate cenário de edificações verdes no Brasil

Eficiência energética e sustentabilidade em empreendimentos residenciais no Brasil foram temas debatidos no painel “Prédios verdes e certificação ambiental: do conceito à prática”, durante o Rio Construção Summit, que aconteceu nesta quinta-feira (21), no Rio de Janeiro.

Durante o encontro foi apresentado um panorama do mercado dos prédios verdes e da certificação ambiental no país. Os prédios verdes, também conhecidos como edifícios sustentáveis ou ecoeficientes, são estruturas projetadas e construídas com a preocupação de minimizar seu impacto ambiental e promover o uso eficiente de recursos naturais. “Para que um edifício seja classificado como sustentável é realizado um processo avaliação de certificação ambiental, que reconhece o desempenho ambiental e sustentável”, explicou o presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da CBIC e mediador do painel, Nilson Sarti. 

Responsáveis não apenas por reduzir o impacto ambiental, mas também pela economia financeira, com contas de energia mais baixas, os edifícios ecoeficientes criam ambientes mais saudáveis e produtivos para os ocupantes, apontou o CEO da Green Building Council Brasil (CGB), Felipe Faria. “A sustentabilidade está muito relacionada à qualidade de vida”, acrescentou Nilson Sarti.

Para exemplificar o tema, o diretor da Duda Porto Arquitetura, Duda Porto, apresentou alguns dos projetos realizados pela empresa, dentre os quais a Casa Lite, construída em apenas 30 dias. “Com menos excesso e mais essência é possível construir melhor, pois o simples e natural criam a construção de memórias afetivas que são tão importantes quanto qualquer outro traço da sustentabilidade”, disse. 

Green Building Council Brasil, Edge, AQUA-HQE e Selo Caixa Azul são algumas certificações utilizadas no Brasil, apontou o diretor da Dimensional Engenharia e vice-presidente do Sinduscon-RJ, Vinicius Benevides. Para ele, o objetivo das certificações é realizar construções focadas nas pessoas e no meio ambiente, provendo saúde, conforto e bem-estar, potencializando os impactos positivos na sociedade e no seu entorno, com base em métricas e evidências de atendimento às leis, normas e melhores práticas estabelecidas.

“A sustentabilidade vai além de práticas como o reuso de água da chuva ou a implementação de painéis solares. É uma abordagem que engloba ser ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável”, destacou.

Qualquer tipo de empreendimento é capaz de se tornar sustentável, como por exemplo, restaurantes, hospitais e hotéis, esclareceu o sócio-diretor da Forte Soluções, Matheus Fortes, citando o empreendimento Viva Park, como o primeiro do mundo com certificação LEED Platinum.

Embora os prédios verdes ofereçam muitos benefícios, eles também enfrentam desafios, como o custo inicial mais elevado e a necessidade de educação e conscientização sobre práticas sustentáveis. “Muita gente acredita que ter um teto solar e reaproveitar água da chuva já torna o prédio verde, mas na realidade é muito mais complexo que isso”, apontou Benevides. 

Conscientizar o setor é essencial, pois no momento há um viés voltado para o marketing, e é um desafio mostrar aos fornecedores a importância dos prédios verdes e das certificações, apontaram os palestrantes Felipe Faria e Matheus Fortes.

O tema tem interface com o projeto “Cenários e Transição para uma Economia da Indústria da Construção de Baixo Carbono”, da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da CBIC, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

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