No Constru Nordeste, economista da CBIC destaca crescimento do setor

A construção civil cresceu 0,7% no segundo trimestre deste ano, iniciando uma recuperação após um período de queda entre os últimos meses de 2022 e o início de 2023. De acordo com a economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o cenário é promissor, pois a expectativa do setor é que a taxa de juros continue em queda. A economista participou de painel no Constru Nordeste, nesta quarta-feira (20), em Salvador (BA).

Convidada para falar sobre os indicadores da construção, Ieda explicou que o patamar é superior ao do período pré-pandemia, mas ainda quase 20% abaixo dos picos de atividades que alcançou em 2014. “Aquele ciclo de supercrescimento acabou e estamos iniciando um novo, com retomada de projetos do PAC e Minha Casa Minha Vida, além de expectativa de continuidade da queda da taxa de juros e crescimento da inflação abaixo do projetado”, avaliou.

A economista apresentou dados da Bahia, que situam o estado como o de maior participação do PIB da construção no país, com mais de 6%, além de responder pela contratação de 136 mil trabalhadores com carteira assinada no setor este ano, sendo que os municípios que mais contrataram foram Lauro de Freitas e dois do Oeste. “No caso da Bahia, esses municípios recebem influência do agronegócio e da expansão dos investimentos em energia renovável, que acabam refletindo na cadeia do mercado imobiliário”, afirmou o presidente da FIEB em exercício e vice-presidente da CBIC, Carlos Henrique Passos, presente no evento.

Para ele, porém, a Bahia e o Nordeste deixam de receber novos investimentos no setor por falta de infraestrutura adequada, pois o estado não tem densidade ou PIB atrativos. Ele crê, no entanto, que as novas obras do governo aquecerão o mercado em 2024. Neste sentido, o presidente do Sinduscon-BA, Alexandre Landim, afirmou que “este é o momento de ativar novas obras, pois contamos com uma cadeia de suprimentos mais regrada. A Bahia vai receber 11 mil unidades do Minha Casa Minha Vida e se a taxa de juros, que tem uma relação direta com o mercado, seguir caindo, teremos crescimento do setor”, disse.

O painel, que contou ainda com a participação da vice-presidente do CIEB, Arlene Vilpert, faz parte de uma série de palestras e debates sobre o setor que integram a programação do evento. No painel sobre Construção 4.0, o diretor de Tecnologia e Inovação do SENAI Cimatec, Luis Breda Mascarenhas, destacou o esforço que ainda é fazer pesquisa científica com aplicação industrial no Brasil. “Muitas vezes, as pesquisas estão distantes das empresas e precisamos vencer essas barreiras. O setor da construção ainda é tradicional, mas tem espaço para avançar, podendo converter tecnologias de outros setores para uso específico, como aconteceu com a inspeção de fachadas com drone”, citou.

(com informações do Sistema FIEB) 

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