53ª edição do Seminário técnico Sinapi debate melhorias para o setor

Principais demandas e aplicações empresariais sobre o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) foram temas de debate nesta quarta-feira (23), na edição Goiás do evento. A iniciativa, promovida pela Comissão de Infraestrutura (Coinfra) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Goiás (Sinduscon-GO), contou com a parceria da Caixa Econômica Federal e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a correalização do Senai Nacional.

O projeto SINAPI: Metodologia e Aplicação faz parte da agenda da CBIC há 10 anos, sempre buscando o diálogo franco, aberto e técnico para encontrar o preço de referência adequado para as contratações governamentais, apontou o presidente da CBIC, Renato Correia. “O trabalho realizado pela equipe busca o equilíbrio dos contratos, para que haja segurança jurídica, exequibilidade, tudo aquilo que a gente precisa”, disse. 

O debate voltado, nesta edição, às demandas de Goiás, é uma iniciativa que pretende, junto a um conjunto normativo, sanar a questão de obras paralisadas. Hoje, de acordo com Correia, o Brasil conta com cerca de 14 mil obras paralisadas. “Isso não é bom para o país, não é bom para o cidadão, nem para o setor de construção”, apontou. 

Com mais de 50 seminários realizados, o projeto tem levado o debate para todo o Brasil para ouvir o mercado e o resultado tem sido muito positivo, reforçou o consultor Sinapi da CBIC, Geraldo de Paula. 

Já para o representante do Sinapi da Caixa Econômica Federal, Mauro Castro, o evento é uma oportunidade de transmitir conhecimento quanto à utilização adequada das referências do SINAPI. 

Ao iniciar o evento, o membro do conselho consultivo do Sinduscon-GO, João Geraldo Maia destacou que antes de tudo, é importante compreender que pesquisa de preço é ciência. Durante o evento, o representante do Sinapi do IBGE, Augusto Oliveira apresentou os principais conceitos e metodologias de coleta do Sinapi, demonstrando as grandes diferenças encontradas de acordo com as características de cada região. 

Oliveira destacou a abrangência nacional da coleta de informações. Em 2022, foram feitas coletas, mensalmente, em 8.591 locais, alcançando quase 55 mil itens. 

A coordenadora de projetos matriz da Caixa, Iris Luna, detalhou durante sua fala sobre os cadernos técnicos por grupo de serviços e reforçou que as referências do SINAPI não devem ser utilizadas como tabela, porque podem ser adaptadas de acordo com a necessidade. O orçamentista deve identificar se na referência consta os itens necessários para a obra que ele está orçando, explicou. “Verificando os cadernos técnicos, o orçamentista vai ter toda a possibilidade de fazer o orçamento com mais segurança, inclusive com as adaptações que forem necessárias”, disse. 

Durante o evento, o gerente nacional da GEPAD da Caixa, Alexandre Honório, anunciou que a Caixa vai iniciar o terceiro ciclo de aferição do Sinapi, isso permite que se alcance o Brasil inteiro, em um levantamento em campo de todos os parâmetros que são utilizados para a formação de custos do Sistema. 

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O tema tem interface com o projeto “Melhoria da Competitividade e da Segurança Jurídica para Ampliação de Mercado na Infraestrutura”, da Comissão de Infraestrutura (Coinfra) da CBIC, em correalização com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

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