Alternativas de funding podem acelerar a participação do crédito imobiliário no PIB

O mercado de capitais ganha força como funding imobiliário, mas ainda tem muito espaço para crescer, principalmente devido à redução da concessão de crédito por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Em 2021, o mercado de capitais foi fonte de financiamento de 26% do setor da construção civil. Em 2022, totalizou 34% dos recursos liberados. Enquanto isso, o da caderneta recuou de 46% para 40% em 2022. Estes foram números apresentados durante o evento “Em Debate: Crédito Imobiliário” realizado na sede do Sinduscon-RS nesta sexta-feira (18).

Mesmo o financiamento imobiliário via poupança (FGTS e SBPE) sendo ainda a principal fonte de recursos para a linha de aquisição de imóveis e para o financiamento de construtoras, novas formas de captação de recursos são favoráveis. “Dividir o mercado com outras alternativas de funding é positivo, por exemplo, no propósito de igualar o crédito imobiliário no Brasil a outras economias mais desenvolvidas, passando de 20% sua participação no PIB, quando hoje está em torno de 10%”, afirma o diretor executivo da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Filipe Pontual. Ainda segundo Pontual, 2023 será o terceiro melhor ano do crédito imobiliário brasileiro, somando financiamentos via recursos da poupança (FGTS e SBPE) da série histórica, ficando abaixo apenas para 2021 (o recorde histórico) e de 2022.

O Debate realizado no Sinduscon-RS reuniu especialistas do mercado de capitais, empresários do setor de incorporação e construção e executivos de bancos. Na ocasião buscou-se esclarecer as vantagens dos empresários ingressarem neste segmento que permite que as empresas levantem capital por meio da emissão de títulos, como ações ou instrumentos de crédito, e que os investidores possam comprar e vender esses títulos de acordo com suas estratégias e expectativas de retorno financeiro. O investidor aloca seu capital diretamente nos projetos e empresas, sem a necessidade da participação do banco no processo.

Na oportunidade foram apresentados detalhes e conceitos das principais alternativas de funding imobiliários como FII (Fundo de Investimento Imobiliário), LIG (Letra Imobiliária Garantida), CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), LCI (Letra de Crédito Imobiliário), que têm atualmente alterado a estrutura de participação no mercado.

Para o presidente do Sinduscon-RS, Claudio Teitelbaum, hoje o mercado oferece alternativas de funding para todo o tipo de empreendimento imobiliário, sejam imóveis ofertados por meio de programa de habitação de interesse social até os de médio e alto padrão), atendendo tanto a produção como o cliente final.

(Com informações do Sinduscon-RS)

The post Alternativas de funding podem acelerar a participação do crédito imobiliário no PIB appeared first on CBIC – Câmara Brasileira da Industria da Construção.