Construção tem aumento do emprego, apesar de queda nas expectativas

Os índices de expectativas para os próximos meses da indústria da construção registraram recuo em maio. O índice de evolução do emprego no setor, contudo, indicou crescimento no período. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) na Sondagem da Indústria da Construção, estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

De acordo com o levantamento, o índice de evolução do nível de número de empregados da construção ficou em 50,7 pontos, indicando crescimento pelo fato de estar acima da linha divisória de 50 pontos. A alta chama atenção por estar acima da média histórica para o período, pois maio costuma ser um mês de queda no emprego, com média de 45,1 pontos.

Diferentemente do emprego, a atividade da indústria da construção ficou estável em maio, com 49,8 pontos. Já os índices de expectativas para os próximos seis meses recuaram. O índice de expectativa de compra de insumos e matérias-primas caiu 2,1 pontos, e o índice de expectativa do número de empregados caiu 1,7 ponto. A expectativa em relação ao nível de atividade recuou 0,5 ponto, e o índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços caiu 0,6 ponto na passagem de maio para junho.

Para a economista da CBIC, Ieda Vasconcelos, os resultados mostram que a construção continua firme na geração de emprego, mesmo com o seu nível de atividade em patamares menores desde novembro do ano passado. “As expectativas do setor estão menos intensas, e, naturalmente, isso está diretamente relacionado ao cenário caracterizado por um juro muito elevado. O empresário permanece otimista em relação ao lançamento de novos empreendimentos e serviços, a geração de empregos e a compra de insumo, mas em patamar inferior aos registrados anteriormente”, disse.

Intenção de investimento recua

O índice de intenção de investimento da indústria da construção recuou 1,8 ponto de maio para junho, passando de 45,4 pontos para 43,6 pontos. Apesar da queda, o índice permanece em um patamar elevado na comparação com a média para junho, de 35,1 pontos.

“É importante ressaltar que diante dos indicadores que vêm sendo divulgados sobre o setor como mercado imobiliário, PIB e Sondagem, a CBIC deverá revisar a sua projeção para o desempenho da construção”, apontou a economista da entidade.

Confira o estudo completo!

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